O PAÍS PRECISA DE AVANÇAR

«É possível uma política alternativa»

O Comité Central do PCP, reunido no dia 10 de Dezembro de 2018, debateu aspectos da situação internacional, apreciou a evolução da situação nacional, o desenvolvimento da luta dos trabalhadores e do povo, definiu linhas de iniciativa política, direcções de trabalho sobre as próximas batalhas políticas eleitorais, aprovou uma resolução sobre o 45.º aniversário da Revolução de Abril, apreciou o andamento das medidas para o reforço da organização e intervenção do Partido.

Os trabalhadores e o povo português estão confrontados com opções decisivas para o seu futuro. O Orçamento do Estado para 2019 recentemente aprovado na ARcontém avanços e medidas de sentido positivo pelo papel do PCP e a sua determinação para dar resposta a direitos e interesses dos trabalhadores e do povo. Mas também está marcado por reconhecidas limitações que resultam das opções do governo do PS e que constituem enquanto obstáculo para ir mais longe na resposta necessária ao conjunto dos problemas acumulados que comprometem o desenvolvimento do País. Neste quadro, torna-se hoje cada vez mais claro que a questão crucial colocada para se alcançar um futuro de progresso e justiça social e de desenvolvimento soberano é o da concretização de uma política patriótica e de esquerda e da alternativa política capaz de a assegurar.

É precisa uma política liberta das opções que têm estado na origem dos problemas do País e que coloque no seu centro: a libertação do País da submissão ao Euro e às imposições da União Europeia; a renegociação da dívida pública; a valorização do trabalho e dos trabalhadores, dos direitos, dos salários, reformas e pensões; a defesa e promoção da produção nacional e dos sectores produtivos; a garantia do controlo público da banca e do conjunto dos sectores básicos e estratégicos da economia, o apoio às micro, pequenas e médias empresas e ao sector cooperativo; a garantia de uma administração e serviços públicos ao serviço do povo e do País; uma política de justiça fiscal; a defesa do regime democrático e do cumprimento da Constituição da República Portuguesa; justiça acessível a todos e o combate à corrupção.

É tendo em conta esta realidade e tendo também presente que uma tal política alternativa implica a alternativa política capaz de a aplicar, que o PCP sublinha a importância das batalhas eleitorais do próximo ano para o Parlamento Europeu, Assembleia da República e Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, pondo em evidência que a garantia mais sólida que os trabalhadores e o povo têm ao seu dispor para andar para a frente e não arriscar a andar para trás, é dar mais força ao PCP e à CDU.

Ao mesmo tempo, o PCP salienta e valoriza o papel determinante da luta dos trabalhadores e do povo não só para repor, defender, e conquistar direitos mas também para assegurar a ruptura com a política de direita e para abrir caminho à concretização da alternativa necessária. Luta que se desenvolve nas empresas, locais de trabalho e sectores com grande intensidade pondo em evidência o arrastamento por parte do governo minoritário do PS da resposta necessária a problemas que era possível resolver mas se adiam com graves consequências para os trabalhadores, para as populações e para o País.

E, porque é possível uma tal alternativa, há que dar mais força ao PCP, intensificar a luta de massas, desenvolver e alargar o trabalho unitário com democratas e patriotas e, desta forma, abrir caminho à sua concretização.

É preciso levar para a frente a acção de reforço do Partido nas dez direcções que foram apontadas dando prioridade à acção dos 5 mil contactos com trabalhadores no activo para lhes falar sobre o PCP e sobre a necessidade de apoio e da adesão ao Partido.

O País precisa de avançar. É possível concretizar uma política alternativa que consolide direitos, melhore as condições de vida dos trabalhadores e do povo, defenda e valorize os serviços públicos e promova o desenvolvimento soberano do País.

Como sublinhou Jerónimo de Sousa, na sua intervenção na Assembleia da Organização de Vila Real do PCP, realizada no passado sábado, dia 8, «este tempo exigente, com a força da organização, da militância, do seu ideal e projecto, em estreita ligação com os democratas e patriotas, os trabalhadores, a juventude, o povo português, o PCP toma a iniciativa e avança nesta luta que continua por uma política patriótica e de esquerda, por uma democracia avançada inspirada nos valores de Abril, por um Portugal com futuro, pelo socialismo e o comunismo».