C. 1200 a.C. – Alfabeto fenício

Se os sumérios revolucionaram o mundo com a invenção da escrita, os fenícios – «povo do mar» cuja prosperidade assentou no comércio marítimo – contribuiram de forma decisiva para a simplificar e consequentemente generalizar com a criação do seu alfabeto, que está na origem de todos os alfabetos actuais. Com 22 caracteres, todos consoantes, o alfabeto terá aparecido pela primeira vez em Biblos, cidade portuária localizada na costa mediterrânea do Líbano e a mais antiga do mundo continuamente habitada. Uma inscrição descoberta no sarcófago de Akhiram, rei de Biblos, considerada como o mais antigo testemunho, foi datada do séc. XIII a.C. O alfabeto fenício chegou à Grécia por volta de 800 a.C., onde os gregos o adoptaram, acrescentando-lhe as vogais. Posteriormente, o alfabeto grego foi por sua vez acolhido pelos etruscos e pelos romanos, evoluindo até ao que hoje se utiliza. A alfabetização expandiu-se a partir daí, mas chegados ao séc. XXI há ainda 750 milhões de jovens e adultos que não sabem ler nem escrever, dos quaisdois terços são mulheres, segundo dados da UNESCO divulgados em Setembro último. Em Portugal há meio milhão de analfabetos, sendo que dos mais de 90% de alfabetizados só cerca de 45% são capazes de interpretar o que lêem.