Aconteu
Prémio Universidade de Lisboa entregue a António Borges de Coelho

O historiador António Borges de Coelho recebeu, segunda-feira, 26, o Prémio Universidade de Lisboa, uma distinção atribuída pelo seu singular percurso na historiografia portuguesa contemporânea. É autor, entre outras obras, de «Raízes da Expansão Portuguesa» e «Inquisição de Évora». O júri do prémio destacou em acta o «trabalho inovador» do historiador, que foi aluno desta Universidade e, de 1974 a 1994, professor no Departamento de História da Faculdade de Letras, tendo ensinado centenas de alunos «nos quais deixou marcas, pelas suas qualidades humanas e pedagógicas». «Além da relevância do seu percurso científico, muitas vezes perseguido em circunstâncias adversas, o júri sublinhou a grande erudição e acessibilidade da sua obra, e o seu comprometimento com a cultura e a língua, evidenciado no modo como integra na narrativa dos acontecimentos a caracterização detalhada de instituições, informações demográficas, e estruturas económicas, sociais e culturais», lê-se no mesmo texto. Em Outubro, a Organização Concelhia de Cascais do PCP realizou um convívio para assinalar o 90.º aniversário de António Borges de Coelho, antifascista que ao longo da sua vida sempre lutou pela defesa da liberdade, democracia e progresso social.


Santiago do Cacém, Moita e Palmela distinguidos

As câmaras municipais de Santiago do Cacém e Moita foram distinguidas com o Selo de Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano, atribuídos pela Entidade Reguladora Prémios e Selos de Qualidade dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), durante a 13.ª Expo Conferência da Água, que se realizou nos dias 21 e 22 de Novembro, em Lisboa.

Ao município de Palmela foi atribuída a Bandeira Verde do Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis pelas suas práticas amigas das famílias.


Morreu Bernardo Bertolucci...

O realizador Bernardo Bertolucci faleceu em Roma, aos 77 anos, na passada segunda-feira, 26. Poeta, produtor, guionista e cineasta era considerado «o grande mestre» do cinema italiano por ter realizado obras-primas como «O Último Imperador» (1987), com o qual ganhou um Óscar. Entre outras obras, realizou «O Último Tango em Paris» (1972), «1900» (1976), «Um Chá no Deserto», «O Pequeno Buda» (1993), «Beleza Roubada» (1996) e «Assédio» (1998).


… e Álvaro Malta

O cantor lírico Álvaro Malta, com 87 anos, faleceu no dia 24 de Novembro, anunciou o Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC). Em 1958, contracenou com Maria Callas, no TNSC. Com uma carreira de grande destaque na ópera em Portugal, exerceu, paralelamente, a profissão de médico na Maternidade Alfredo da Costa.


Português conquista Bronze no Grand Slam de Osaca

O judoca português Jorge Fonseca conquistou, no domingo, 25, a medalha de bronze na categoria de -100kg do Grand Slam de Osaca, no Japão, ao somar quatro vitórias e apenas uma derrota. Jorge Fonseca terminou no terceiro posto, ao bater o brasileiro Rafael Buzacarini, por ippon, num dos combates de atribuição da medalha de bronze.

Antes, o judoca luso começou por vencer Batyr Hojamuhammedov, do Turquemenistão, e o austríaco Aaron Fara, para, depois, ceder perante o canadiano Shady ElNahas, em três combates decididos por ippon.

Relegado para as repescagens, Jorge Fonseca superou o holandês Michael Korrel, também por ippon, antes do triunfo sobre Buzacarini que lhe deu o bronze.


Fresco de Leda e o Cisne descoberto em Pompeia

O Parque Arqueológico de Pompeia deu a conhecer, no dia 19 de Novembro, a descoberta arqueológica de um fresco do mito grego de «Leda e o Cisne», que se encontrava entre as ruínas deste sítio localizado em frente ao golfo de Nápoles, em Itália. A pintura retrata o encontro entre Leda e Zeus, numa cena de grande sensualidade.


Cientistas revelam contemporâneo dos dinossauros

Segundo divulgou a revista Science, no passado dia 22, cientistas descobriram um fóssil que atribuem a um animal herbívoro que viveu na actual Polónia há mais de 200 milhões de anos e foi contemporâneo dos dinossauros.

O animal, descrito como uma criatura de quatro patas e do tamanho de um elefante, terá pertencido ao mesmo ramo evolutivo dos mamíferos.

Um dos cientistas, Grzegorz Niedzwiedzki, paleontólogo na universidade sueca de Uppsala, sustenta que o fóssil, designado como «Lisowicia bojani», desfaz a tese de que os dinossauros eram os únicos grandes herbívoros que existiam no período geológico do Triássico tardio.



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