- Nº 2342 (2018/10/18)

Bloqueio a Cuba atenta contra soberania

Internacional

BLOQUEIO A Assembleia Geral da ONU vota no próximo dia 31 uma nova resolução a exigir o fim do criminoso bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, com que o imperialismo tenta submeter o povo cubano.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA prejudica o povo cubano e atenta contra a soberania e os interesses dos países.

Díaz-Canel assinalou, na rede social Twitter, que o bloqueio é o principal impedimento do progresso económico de Cuba e enfatizou que se trata do sistema de sanções económicas mais amplo e prolongado que jamais se aplicou contra qualquer país.

A poucos dias de a Assembleia Geral das Nações Unidas votar, a 31 de Outubro, um novo projecto de resolução sobre a necessidade de se pôr fim ao bloqueio, numerosas denúncias surgem dentro e fora de Cuba para exigir o fim dessa política de Washington.

Desde 1992, iniciativas semelhantes na ONU receberam um apoio categórico, que nos últimos três anos abrangeu 191 dos 193 estados membros da organização multilateral.

De acordo com as autoridades de Havana, calculam-se os prejuízos causados pelo bloqueio estado-unidense a Cuba, só entre Abril de 2017 e Março deste ano, em quatro mil e 321 milhões de dólares. As perdas acumuladas durante quase 60 anos de bloqueio ascendem a 934 mil milhões de dólares.

Nas Nações Unidas, na semana passada, foi denunciado que o direito dos cubanos ao desenvolvimento está limitado pelos efeitos negativos do bloqueio dos EUA. Falando na Segunda Comissão da ONU, a representante permanente de Cuba, Ana Sílvia Rodriguez, assinalou que a política imperialista norte-americana impede a ilha de aceder em igualdade de condições com outros países às melhores tecnologias.

O bloqueio, vincou a diplomata, não permite que Cuba estabeleça com normalidade relações de comércio, financiamento ou investimento com o resto do mundo ou mantenha vínculos com instituições financeiras internacionais e empresas de outros países, incluindo as dos EUA.