Pentágono considera China «risco crescente» para EUA

TENSÃO São tensas as relações entre os EUA e a China. Washington ateou uma guerra comercial contra Pequim, faz provocações militares e acusa os chineses de interferirem nas eleições norte-americanas.

Washington acusa Pequim de usar o comércio como uma arma

Um relatório elaborado pelo Pentágono por ordem do presidente Trump detectou cerca de 300 vulnerabilidades que poderiam afectar equipamentos essenciais para o exército estado-unidense. O documento afirma que a China representa uma ameaça crescente para o fornecimento de materiais sensíveis para as forças armadas dos EUA.

O relatório, de quase 150 páginas, procura identificar debilidades nas indústrias norte-americanas vitais para a segurança nacional. Um traço chave destacado é que a China representa «um risco significativo e crescente» para o fornecimento de materiais e tecnologias «considerados estratégicos e fundamentais».

O «domínio do comércio» por Pequim e a sua disposição para «utilizar o comércio como uma arma de poder brando» aumentam os riscos que enfrenta a base industrial militar estado-unidense, ao ter que depender de um «concorrente estratégico para bens, serviços e produtos críticos», especifica o relatório.

Uma das preocupações apontadas é o domínio da China no fornecimento mundial de certos minerais raros, fundamentais para os programas militares dos EUA. É também sublinhado o domínio chinês no abastecimento de certos produtos electrónicos, assim como de químicos utilizados nas munições norte-americanas.

O Pentágono apresenta recomendações para fortalecer a indústria estado-unidense, como o aumento de investimento directo em sectores sensíveis. Outra das sugestões é «diversificar a dependência total das fontes de abastecimento em relação a países politicamente instáveis que possam cortar o acesso aos EUA».

O relatório foi divulgado num contexto de escalada da tensão entre os EUA e a China.

No plano político, o presidente Donald Trump e o vice-presidente Mike Pence acusaram Pequim de interferir nos assuntos internos e no processo eleitoral estado-unidense, afirmações que a China considerou «calúnias».

Nas últimas semanas, registaram-se incidentes nos mares da China Meridional e Oriental, como operações de trânsito de bombardeiros norte-americanos B-52 ou um encontro pouco amigável entre dois navios de guerra, um dos EUA e outro da China, perto das ilhas Spratly. Estes incidentes ocorrem no meio de uma guerra comercial entre as duas potências e das sanções estado-unidenses contra a indústria militar chinesa.




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