A LUTA POR AVANÇOS CONTINUA
«O PCP assume o seu combate de sempre em prol dos trabalhadores, do povo e do País»
Continua a desenvolver-se a luta dos trabalhadores a partir das empresas e sectores em torno das suas reivindicações concretas. Foi o caso, na última semana, após um período de greves com elevada adesão, da manifestação nacional de professores do dia 5 de Outubro, que contou com a participação de dezenas de milhares de professores; dos enfermeiros, com greves marcadas para esta semana (que ontem tiveram o seu início) e com manifestação nacional marcada para sexta-feira da próxima semana, dia 19; dos trabalhadores da Administração Pública com greve marcada para 26 de Outubro; dos ferroviários, estudantes do Ensino Superior e da manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para o dia 15 de Novembro em Lisboa. No mesmo sentido, desenvolve-se a luta das populações procurando respostas para os problemas que enfrentam e, em particular, reclamando melhores condições de vida e o seu direito aos transportes, à habitação, aos serviços públicos e às funções sociais do Estado, em particular, à saúde, educação, segurança social e à cultura.
No mesmo sentido ainda, reclamando respostas para os seus problemas, desenvolve-se a luta dos reformados, pensionistas e idosos, dos pequenos e médios agricultore,s com concentração de produtores e dirigentes associativos convocada pela CNA para o dia 8 de Novembro em Lisboa, dos micro, pequenos e médios empresários com diversas acções, com destaque para a luta dos taxistas, bem como a acção das mulheres com a realização do Congresso do MDM marcado para 27 de Outubro.
Entretanto, o Governo minoritário do PS insiste em manter-se amarrado a opções políticas que impedem o nosso desenvolvimento soberano e são a verdadeira causa dos problemas estruturais que o País vive e que carecem urgentemente de resposta.
Aproveitando a falta de resposta a esses problemas, nomeadamente na área da saúde, educação, habitação e transportes, entre outros, o PSD e o CDS lançam-se em verdadeiras operações de desestabilização que visam não a defesa dos direitos dos trabalhadores e das populações mas antes a descredibilização dos serviços públicos para, desta forma, mais facilmente justificar a sua privatização engrossando o negócio dos grupos monopolistas. Apostam nesta estratégia, não para defenderem os direitos dos trabalhadores, mas para aprofundarem a sua exploração em prol dos interesses do grande capital; não para determinar os avanços que Portugal continua a exigir, mas para fazerem retroceder o País ao período de empobrecimento e declínio nacional da aplicação do Pacto de Agressão, com consequências brutais para o povo português.
Em sentido contrário, o PCP luta e intervém por reais avanços na resposta às necessidades e direitos dos trabalhadores, do povo e do País, pela ruptura com a política de direita e por uma outra política alternativa, patriótica e de esquerda, que assegure soluções estruturais.
É precisa uma política alternativa que valorize o trabalho e os trabalhadores (com o aumento geral dos salários, combate à desregulação dos horários de trabalho, vínculos estáveis, protecção social adequada, melhores reformas e pensões); que defenda o aparelho produtivo e valorize a produção nacional (que implica a reindustrialização do País, o apoio à agricultura, às pescas aos e aos micro, pequenos e médios empresários); promova justiça fiscal; garanta o controlo público dos sectores estratégicos; afirme a nossa soberania; promova a renegociação da dívida; liberte Portugal da submissão à União Europeia e ao euro; valorize os serviços públicos e as funções sociais do Estado; defenda o regime democrático e garanta o cumprimento da Constituição.
Mas para avançar para as respostas políticas necessárias é preciso dar mais força ao PCP. É preciso dar atenção prioritária nesta fase à responsabilização de quadros, ao reforço da organização e intervenção do PCP nas empresas e locais de trabalho (em que se enquadra a campanha dos 5 mil contactos com trabalhadores), finalizar a entrega do novo cartão de membro do Partido, reafirmar, valorizar e assegurar na prática os princípios de funcionamento do Partido.
Realizou-se no domingo passado, dia 7, a primeira volta das eleições presidenciais no Brasil e, como o PCP sublinhou, ao tornar pública uma nota sobre as mesmas, «ao contrário da brutal campanha de manipulação da opinião pública que nos últimos dias apontava para uma vitória de Bolsonaro, este será obrigado a disputar em 28 de Outubro uma segunda volta com Fernando Haddad que, com 29,3%, ficou na segunda posição».
Analisando as causas da elevada expressão de votos em Bolsonaro e confiante nas reais possibilidades de barrar o caminho ao fascismo, o PCP manifesta-se ao lado dos comunistas e das forças democráticas e progressistas do Brasil na luta contra o fascismo e para retomar e aprofundar o caminho de progresso e afirmação da sua soberania iniciado em 2002.