PCP mantém iniciativa e luta pelo aumento das pensões
REFORMADOS Os aumentos extraordinários das pensões de reforma em 2017 e 2018 só foram possíveis porque o Partido não desistiu, tal como agora não desiste de novo acréscimo já em Janeiro de 2019.
O Partido quer um novo aumento extraordinário já em Janeiro de 2019
Estas foram duas das ideias-chave salientadas por Fernanda Mateus em conferência de imprensa realizada anteontem na sede do PCP, em Lisboa. Para aquele membro da Comissão Política do Partido, «os aumentos registados não teriam sido possíveis com o mero descongelamento do mecanismo de actualização, como pretendiam PS e BE para a legislatura», medida que, precisou, não traduzia a necessária recuperação de poder de compra perdido pelos reformados.
Facto que, de resto, sublinha a justeza da proposta comunista e a determinação em forçar a sua concretização, insistiu Fernanda Mateus, que quanto ao universo abrangido pelos aumentos verificados em resultado da iniciativa e persistência do Partido, recordou que tendo o aumento geral abrangido em Janeiro deste anos 3,6 milhões de pensionistas, o extraordinário neste mês de Agosto favoreceu 1,2 milhões daqueles com prestações mais baixas.
Questionada pelos jornalistas sobre a importância para o PCP de reivindicar a autoria das propostas de aumento, Fernanda Mateus considerou que se trata de uma questão de rigor, tal como é um facto que foi em resultado da não resignação do Partido que os reformados viram reposto o pagamento integral do subsídio de Natal. «Se outras forças decidem acompanhar-nos nestas matérias, são bem-vindas», porém, «o importante para nós é mostrar que não há inevitabilidades».
Já interpelada sobre se um novo efectivo das pensões é uma «linha vermelha» do Partido no debate do próximo Orçamento de Estado, Fernanda Mateus vincou que um novo aumento extraordinário com efeito a partir de Janeiro de 2019 e para todos é uma luta que se mantém, no quadro, aliás, de um conjunto de outras propostas que em muito beneficiariam aqueles que já trabalharam, aqueles que ainda estão em idade activa e aqueles que destes dependem, designadamente investimentos nas funções sociais do Estado e nos serviços públicos que garantam o direito à mobilidade, o acesso à Saúde e à Educação, protecção social adequada em situações de maternidade, paternidade ou adopção, desemprego, doença ou invalidez.