Povo brasileiro apoia candidatura de Lula
APOIO Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se na quarta-feira, 15, em Brasília, para manifestar o seu apoio à candidatura de Lula da Silva às eleições presidenciais de Outubro.
Lula candidato presidencial é triunfo da «ousadia do povo»
Representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Frente Brasil Popular, de centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos concentraram-se em Brasília, defronte do Tribunal Superior Eleitoral, para apoiar a formalização da candidatura de Lula, «preso político» há mais de quatro meses.
Usaram da palavra a dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, e a ex-presidente Dilma Roussef, que afirmou que a candidatura de Lula constitui uma vitória contra o golpe constitucional de 2016. O líder da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, acentuou que Lula candidato é um triunfo da democracia e da «ousadia do povo».
O antigo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, candidato a vice-presidente, leu uma carta em que o líder histórico do PT garante que vai lutar «até ao fim» pela aceitação da sua candidatura, e que não quer favores, quer justiça.
No dia 17, o Comité de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, pediu o respeito pelos direitos políticos de Lula da Silva na sua candidatura às eleições presidenciais.
Solidariedade em Lisboa
No mesmo dia em que foi efectuado no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, o registo oficial da candidatura de Lula da Silva à Presidência da República do Brasil, diversas entidades associaram-se ao apelo do Comité de Solidariedade Internacional em Defesa de Lula e da Democracia no Brasil, realizando um acto público na Praça Luís de Camões, em Lisboa.
Neste acto, que contou com a participação de diversos artistas, estiveram presentes entidades, como o Núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT) em Lisboa, o Colectivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa ou o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC).
O PCP esteve representado por António Filipe, deputado na Assembleia da República, e Cristina Cardoso, da Secção Internacional.