X Cimeira dos BRICS reforça a cooperação

DESAFIOS Os líderes das cinco economias emergentes que integram os BRICS decidiram fomentar a cooperação entre si e com outros parceiros de molde a enfrentar em conjunto os desafios do mundo actual.

Vivem nos BRICS mais de 40 por cento da população mundial

Reunidos em Joanesburgo de 25 a 27 de Julho, na 10.ª cimeira do grupo, os dirigentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul abordaram temas cruciais como a guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos, os conflitos no Médio Oriente, a necessidade de combater efectivamente o terrorismo e a importância de apoiar o desenvolvimento da África.

O lema da cimeira foi «Colaboração para o crescimento inclusivo e a prosperidade partilhada na 4.ª Revolução Industrial».

Iniciada com um Fórum de Negócios em que participaram mais de mil representantes dos cinco países, a X Cimeira dos BRICS promoveu também sessões especiais para as quais foram convidados líderes africanos e da Turquia, Argentina e Jamaica, este último país representando a Comunidade das Caraíbas.

Para tratar da cooperação futura com os países africanos, a cimeira incluiu uma sessão denominada «BRICS ao alcance da África» a que assistiram governantes do Ruanda, Gabão, Etiópia, Togo e Angola, que presidem a instituições no continente, como a União Africana. Participaram também a Zâmbia e a Namíbia – que vão presidir proximamente ao Mercado Comum para o Leste e o Sul de África e à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) –, o Senegal e, ainda, dirigentes das Maurícias, Leshoto, Botswana, Zimbabwe, Seychelles, Tanzânia, Moçambique, Malawi e Madagascar, todos membros da SADC.

Comércio mundial em benefício dos povos
Na sua Declaração de Joanesburgo, os BRICS assinalaram a importância do desenvolvimento das infra-estruturas e da integração em África e apoiaram a necessidade de estimular os investimentos no continente. Esses investimentos devem apoiar o avanço industrial, a criação de empregos, a segurança alimentar e a erradicação da pobreza, conseguir o desenvolvimento sustentável e solucionar o défice financeiro.

No comunicado final, os BRICS reconheceram que o sistema multilateral de comércio enfrenta desafios sem precedentes e reiteraram o seu empenho numa economia mundial acessível a todos. «Entendemos a importância de uma economia mundial aberta, que permita a todas as nações e povos compartilhar os benefícios da globalização, que admita a participação de todos e apoie o desenvolvimento sustentável e a prosperidade dos povos», lê-se na declaração.

Os presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa; da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; e do Brasil, Michel Temer; e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, comprometeram-se, por outro lado, a fortalecer e ampliar a sua associação estratégica, em benefício dos seus povos.

A extensa Declaração de Joanesburgo, com mais de 100 pontos, pronunciou-se sobre as questões internacionais, do Médio Oriente ao combate ao terrorismo, passando pelos problemas energéticos e ambientais. E estabeleceu os mecanismos práticos para aprofundar a cooperação em diferentes áreas económicas entre os países membros dos BRICS.

Os cinco países, em que vivem 41 por cento da população mundial e cujo Produto Interno Bruto combinado aumentou em 10 anos de 12 para 23,3 por cento, alcançaram em 2017 uma taxa de crescimento económico de 5,3 por cento.

 



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