PCP quer acabar com a precariedade laboral
EXPLORAÇÃO O Secretário-geral do PCP denunciou, terça-feira, 3, a situação «inaceitável» de precariedade e baixos salários com que estão confrontados os trabalhadores dos call-centers da EDP.
Discriminação inaceitável sobre os trabalhadores dos call-centers
No EDP Contact Center, Jerónimo de Sousa conversou com os trabalhadores, a quem apresentou as propostas do PCP para combater a precariedade. Referia-se, entre outras medidas, à definição do direito de todos os trabalhadores a 25 dias de férias; reposição das regras de cálculo das indemnizações por despedimento; revogação das normas específicas que discriminam os trabalhadores à procura do primeiro emprego e os desempregados de longa duração; limitação da utilização do regime de trabalho temporário, reforçando os direitos dos trabalhadores.
O Secretário-geral do PCP teceu, de seguida, fortes críticas ao acordo subscrito no âmbito da Concertação Social, entre o Executivo PS, as confederações patronais e a UGT, com o apoio do PSD e do Presidente da República, que reforça os instrumentos para o aumento da exploração e a liquidação de direitos dos trabalhadores (ver páginas 12 e 21).
Exemplo de precariedade
No local, Jerónimo de Sousa referiu que a EDP – que em 2017 obteve um lucro de 1113 milhões de euros – é o «exemplo da violação e não aplicação do principio de que a um posto de trabalho permanente deve corresponder um contrato de trabalho efectivo», mantendo trabalhadores há cerca de 20 anos «com vínculos precários» e, na sua maioria, com remunerações «pouco acima do salário mínimo nacional».
Reclamando «justiça social», o dirigente comunista ultimou que é preciso acabar com o «fosso social» que existe entre os trabalhadores com vínculo precário e efectivo, uma situação «inaceitável de discriminação, desigualdade e injustiça que se abate sobre os trabalhadores dos call-centers».