POR DIREITOS E ALTERNATIVA DE FUTURO

O PCP prossegue a campanha nacional pela valorização do trabalho e dos trabalhadores, componente essencial da política patriótica e de esquerda que propõe ao povo português. No âmbito desta campanha, realizaram-se na última semana diversas iniciativas com a participação de Jerónimo de Sousa, nomeadamente a sessão pública em Oeiras, o jantar/convívio em Miranda do Corvo e o almoço/convívio em Santarém.

Trata-se de uma campanha que visa estimular a iniciativa, a acção e a luta dos trabalhadores em defesa dos seus direitos, mas também a iniciativa e a luta por novas conquistas e avanços e pela concretização de uma política alternativa à política de direita levada a cabo por sucessivos governos de PS, PSD e CDS.

Enquadra-se nesta campanha a vasta acção política que o PCP prossegue, intervindo, também no plano das instituições, para reverter direitos usurpados e por novas medidas que garantam a melhoria das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores e do povo português. Foi o caso da sessão pública sobre habitação anteontem em Lisboa, o encontro com Movimentos de Defesa do Ramal da Lousã na passada sexta-feira e a visita e contacto com entidades em Pedrógão Grande no domingo, 17, todas elas com a participação do Secretário-geral do PCP.

É uma batalha que continua na ordem do dia pela iniciativa e proposta legislativa do PCP com o propósito de defender e restituir direitos liquidados ou subvertidos por sucessivos governos nos últimos anos e que tem contado nestes últimos meses com a oposição concertada de PS, PSD e CDS e de que é exemplo negativo o Acordo de Concertação Social que o Governo minoritário do PS estabeleceu com as Confederações patronais e a UGT sobre alterações à legislação laboral.

E foi exactamente para resistir a este ataque aos direitos dos trabalhadores, exigindo avanços e não retrocesso social, no plano da defesa, reposição e conquista de direitos, reclamando uma política alternativa, que se realizou em Lisboa no passado dia 9 de Junho a grandiosa manifestação nacional convocada pela CGTP-IN. Trata-se de uma luta justa e necessária, que se impõe desenvolver no sector público e no sector privado e que vai ter uma nova expressão convergente na concentração marcada pela CGTP-IN para 6 de Julho frente à Assembleia da República, data marcada para a discussão das propostas do Governo, que se impõe recusar e derrotar, mas em que serão também discutidos projectos do PCP no sentido da valorização dos trabalhadores.

É uma luta justa e necessária quando se avolumam sinais e práticas que indiciam uma vontade na acção governativa de recusa à contagem do tempo no descongelamento da progressão nas carreiras específicas dos trabalhadores da Administração Pública, como é o caso dos militares, dos professores, dos profissionais das forças de segurança, e da justiça. Ou ainda quando se avolumam apreensões em relação à sua crescente procura de convergência com PSD e CDS para garantir o essencial da política de direita.


O PCP reafirma a sua intervenção e firme determinação de continuar o combate pela reposição de direitos e rendimentos injustamente usurpados, mantendo vivas as propostas que tem vindo a apresentar na Assembleia da República.

Mas, para reforçar esta intervenção, é preciso dar mais força ao PCP.

O PCP não desperdiçará nenhuma oportunidade de contribuir em todas as circunstâncias para a elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo e continuará a lutar, com os trabalhadores e o povo, pela ruptura com a política de direita, para impedir que ela prossiga seja pela acção do PSD e do CDS, seja pela acção do PS, sozinho ou não, e para construir uma política alternativa, patriótica e de esquerda.

Uma Política Patriótica e de Esquerda que passa, necessariamente, por pôr Portugal a produzir, a criar mais riqueza e a distribuí-la melhor, valorizando o trabalho e os trabalhadores, os seus salários, os seus direitos individuais e colectivos.

A par da dinamização da luta de massas, prossegue a acção de reforço do PCP, que deve merecer uma particular atenção, com a tomada das medidas de direcção que se revelem necessárias para concretizar as prioridades definidas nesta fase: a entrega do novo cartão, o contacto com 5 mil trabalhadores para lhes mostrar a importância da adesão ao PCP e a responsabilização de quadros.

Em simultâneo, é preciso preparar a Festa do Avante!. Na edição do Avante! da próxima quinta-feira, 28, que será objecto de uma venda especial, será publicado o suplemento dos artistas. É preciso aproveitar este novo elemento para ampliar a divulgação da Festa e promover a venda antecipada da EP. É preciso igualmente avançar na implantação da Festa, cuja primeira jornada de trabalho ocorreu no último fim-de-semana.

São estes os combates a que o PCP não virará a cara trilhando sempre os caminhos que, em cada momento, melhor sirvam os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.