Petrogal em greve por direitos e salários

Os trabalhadores da Petrogal estão em greve, desde segunda-feira até às 14 horas de sábado, prosseguindo a luta em defesa da contratação colectiva e dos direitos que a administração pretende retirar.

Na refinaria do Porto (Matosinhos), onde esteve, nas primeiras horas da greve, a deputada Ângela Moreira, do PCP, a paralisação tem mantido um nível de adesão de cerca de 90 por cento. A média foi referida ao Avante! anteontem, dia 12, por José Santos, dirigente do SITE Norte e da Fiequimetal/CGTP-IN, que assinalou a adesão total dos trabalhadores do enchimento, impedindo a saída de camiões-cisterna.

Na refinaria de Sines, a adesão média tem sido na ordem dos 70 por cento. Hélder Guerreiro, dirigente do SITE Sul e da Comissão de Trabalhadores da Petrogal, notou que há unidades muito importantes e alguns turnos com níveis que chegam aos 100 por cento, mas os efeitos da luta são prejudicados pelo despacho anti-greve, mais uma vez publicado pelo Governo. Impõe, por exemplo, que as unidades produtivas permaneçam nos «mínimos técnicos», apesar de níveis de adesão que provocariam a sua paragem.

José Santos criticou o facto de, até ao momento, o ministro do Trabalho ainda não ter dado andamento ao compromisso que assumiu a 16 de Maio, quando teve lugar uma concentração de trabalhadores da Petrogal frente ao Ministério. Perante a delegação que recebeu, o ministro disse que iria suscitar um processo de mediação, convocando uma reunião com representantes dos trabalhadores e da administração, para encontrar solução negociada para este conflito laboral.

 



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