Kim e Trump em Singapura são protagonistas históricos

COREIA A desnuclearização da península coreana como primeiro compromisso para a pacificação do território é o objectivo da cimeira que anteontem estava agendada para Singapura.

A RPDC reiterou a sua disposição para inaugurar uma nova era

LUSA


À hora do fecho da nossa edição ainda não se eram conhecidas as conclusões finais da reunião histórica entre os presidentes da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jung-un, e dos EUA, Donald Trump. Contudo, a expectativa era de que ambos concordassem acerca dos primeiros passos para o desmantelamento e retirada de todo o armamento nuclear da Coreia, os quais são, por sua vez, determinantes para abrir caminho ao fim de um conflito latente desde o armistício assinado entre a RPDC e a Coreia do Sul, em 1953.

Antes de se encontrar com Donald Trump e até antes deste chegar a Singapura, o líder da Coreia do Norte encontrou-se com o primeiro-ministro local e anfitrião da cimeira, Lee Hisien Loong, a quem agradeceu a hospitalidade e empenho. No jornal do Partido do Trabalho da Coreia, anteontem, reiterava-se a disposição norte-coreana de inaugurar «uma nova era» «para a «construção de uma paz permanente», designadamente através da «implementação da desnuclearização da península coreana» e da «normalização das relações [com a Coreia do Sul]».

Da parte dos EUA, sobressai uma posição mais imprevisível. À saída do Canadá, onde esteve na cimeira dos G7, Donald Trump considerou que iria aquilatar do sucesso do encontro com Kim Jung-un «no primeiro minuto». Já em Singapura o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo confirmou que delegações dos dois países prosseguiam contactos «produtivos e detalhados».

O presidente sul-coreano, Monn Jae-in, por seu lado, manifestou-se convicto de que a reunião de anteontem seria um marco determinante para a paz na região e no mundo e permitiria iniciar um processo, longo, admitiu, que se pretende que conduza à sã convivência entre os coreanos.




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