Contra o fecho da Cofaco

Um numeroso grupo de trabalhadores da conserveira Cofaco, que detém, entre outras, a marca Bom Petisco, deslocou-se da ilha do Pico ao Faial, no dia 17, para levar ao parlamento regional o protesto contra a decisão patronal de encerrar a fábrica na Madalena e proceder ao despedimento colectivo de cerca de 180 pessoas (na maioria, mulheres, mas também vários casais).

Integraram-se na concentração o Secretário-geral da CGTP-IN e os dirigentes e activistas que participaram nessa manhã no plenário da União dos Sindicatos da Horta. Durante os trabalhos, foi aprovada uma moção contra o encerramento da fábrica, pela defesa dos postos de trabalho e pela garantia dos direitos dos trabalhadores. No documento assinala-se que «todo este processo teve contornos de pouca clareza e seriedade e muito secretismo, por parte da administração da empresa, não havendo diálogo, informação e a devida consideração pelos trabalhadores».

Esta «situação inaceitável» repete o sucedido em 2010, quando a Cofaco encerrou a unidade fabril no Faial, recorda a estrutura regional da CGTP-IN, exigindo que o Governo Regional «faça tudo o que estiver ao seu alcance para travar este atentado contra a produção regional e encontrar alternativas que preservem o emprego, os direitos dos trabalhadores e a economia da Região».

Na concentração, a expressar a solidariedade do PCP, esteve João Paulo Corvelo. Pela defesa dos postos de trabalho e pela garantia dos direitos dos trabalhadores», o deputado do Partido na Assembleia Legislativa Regional apresentou um projecto de resolução que, no dia 18, foi aprovado por unanimidade, o que vem acentuar a responsabilidade de uma urgente intervenção do Governo Regional. Entre os procedimentos, defende-se que o Executivo desenvolva «todos os esforços junto da Cofaco para que o processo de despedimento colectivo anunciado não seja concretizado» e que adopte «todas as diligências necessárias junto da Cofaco para que, no processo negocial, seja garantida a manutenção dos postos de trabalho, nomeadamente através da celebração de um contrato de trabalho promessa, da empresa com todos os trabalhadores da fábrica do Pico», sendo a Cofaco penalizada no caso de não cumprimento.

A fábrica da Cofaco na Madalena do Pico está sem laborar desde 14 de Dezembro, quando a maioria dos trabalhadores foi para férias de Natal sem qualquer informação acerca de qual seria a solução para a sua situação – como refere a agência Lusa, numa reportagem de dia 22. O encerramento foi anunciado na segunda semana de Janeiro, ligado ao projecto de construção de uma nova fábrica na mesma ilha.

O Governo Regional confirmou que deu entrada, a 20 de Dezembro, uma candidatura da Cofaco a apoios comunitários para uma nova unidade no Pico.

 



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