1253 – Acordo dos Três Reinos

Em Moi­menta, con­celho de Vi­nhais, há um ro­chedo co­nhe­cido por Pe­nedo dos Três Reinos ou Fraga dos Três Reinos – uma ele­vação de cerca de 1000 me­tros de al­ti­tude in­te­grada no sis­tema mon­ta­nhoso da Serra de Ma­rabon e Serra de Mon­te­sinho – que mar­cava à época a tripla fron­teira entre os reinos de Por­tugal, Ga­liza e Leão. Como su­cede quase sempre quando a tra­dição e a lenda se en­tre­laçam, não se sabe ao certo quando terá sido nem mesmo se terá sido como se conta, mas ad­mite-se que 1253 é a data pro­vável da pas­sagem de D. Afonso III pela al­deia de Moi­menta, ano em que foi con­ce­dido foral à Vila de Vi­nhais e a Bra­gança. Moi­menta, conta-se, era palco de dis­putas entre os ha­bi­tantes dos três reinos pelo di­reito à água das fontes exis­tentes no local. A mais im­por­tante, por ser a única que nunca se­cava, era co­nhe­cida como a fonte dos três reinos, sendo por isso pre­ciosa para gentes e gados de um e outro lado das fron­teiras. A questão terá sido re­sol­vida num en­contro dos mo­narcas dos três reinos que acor­daram na cri­ação de uma área con­si­de­rada be­be­douro comum aos povos de Moi­menta, de Mez­quita, na pro­víncia de Ou­rense e de Her­mi­sende, na pro­víncia de Za­mora. Na rocha do Pe­nedo terão sido então es­cul­pidas três cruzes, cada uma vol­tada para o seu reino.