POBREZA Uma década transcorrida sobre a eclosão da crise económica, quase um quarto da população da União Europeia continua em risco de pobreza ou de exclusão social.
Os dados do Eurostat, relativos a 2016, indicam uma ligeira tendência para a diminuição da pobreza na União Europeia, mas não disfarçam a gravidade do flagelo que atinge mais de 117,5 milhões de pessoas, isto é, 23,4 por cento da população ou quase uma em cada quatro pessoas.
Depois de o índice de pobreza ter aumentado consecutivamente entre 2009 e 2012, tendo atingido 25 por cento da população, a percentagem de pessoas ameaçadas diminuiu, mas continua 0,1 pontos percentuais acima do valor registado em 2009.
O gabinete de estatísticas europeu considera que uma pessoa está em risco de pobreza ou exclusão social quando se encontra numa das três situações seguinte: quando os rendimentos não atingem o limiar da pobreza (60 por cento do rendimento mediano nacional); quando está privada de bens materiais (não pode pagar o aluguer da habitação, a hipoteca da casa, o aquecimento, não tem automóvel, máquina de lavar, telefone ou não tem meios para passar uma semana de férias por ano); ou quando vive num agregado familiar de muito baixa intensidade laboral (onde os maiores de 18 anos que não estudam têm uma ocupação laboral inferior a 20 por cento do seu potencial).
O risco de pobreza é mais elevado na Bulgária (40,4%), Romênia (38,8%) e na Grécia (35,6%).
No outro extremo, estão a República Checa (13,3%), Finlândia (16,6%), Dinamarca (16,7%) e Holanda (16,8%).
Portugal apresenta uma taxa de risco de pobreza acima da média europeia (25,1%), com dois milhões e 590 mil pessoas nesta situação, números inferiores aos registados em 2008 (26% e 2,76 milhões respectivamente).