Operação e manutenção do Metro têm ser públicas
O PCP está contra a concessão da operação e manutenção da empresa Metro do Porto ao grupo Barraqueiro. Numa nota emitida no dia 13, a Direcção da Organização Regional do Porto do Partido reafirma a sua posição de princípio «contrária à exploração por privados dos serviços operacionais e da manutenção de via da Metro do Porto». O PCP sustenta esta sua posição na primazia do interesse público e do interesse da região e no que considera ser a «real existência de condições para que seja a empresa pública a assegurar estes serviços, aproveitando empresas e instalações públicas, designadamente da EMEF, e integrando os trabalhadores das diversas empresas que prestam serviços para a Metro do Porto com salvaguarda dos respectivos direitos». Quanto à opção, errada, do Governo do PS de manter a operação e manutenção em mãos privadas, o Partido lembra que ela tem custado centenas de milhões de euros ao erário público, ao mesmo tempo que tem conduzido à degradação crescente do serviço prestado aos utentes e dos direitos e rendimentos dos trabalhadores.
Para além da concessão em si mesma, o PCP condena também que o único critério de avaliação apresentado às empresas candidatas tenha sido o preço, ou seja, um «critério economicista» que não tem em conta a qualidade e a segurança dos utentes, nem a necessária valorização dos direitos e remunerações dos trabalhadores. Com este tipo de concursos, acrescenta o PCP, é o próprio Estado que «estimula que os grupos económicos concorram entre si para ver quem mais consegue explorar os trabalhadores e quem consegue reduzir mais custos à custa dos utentes».