MURPI reclama direito a envelhecer
DIGNIDADE Durante o mês de Outubro, o MURPI realiza acções em todo o País para dar voz às aspirações dos reformados, pensionistas e idosos. O aumento real de todas as reformas e pensões é uma das exigências para 2018.
As pessoas idosas exigem a sua participação activa na sociedade
No âmbito do Dia Mundial do Idoso, as iniciativas anunciadas para Braga, Porto, Coimbra, Covilhã, Lisboa, Leiria, Setúbal, Évora, Beja e Faro visam alertar para a necessidade de «ir mais longe» em 2018 na inversão da situação da grande maioria das pessoas idosas.
«As pessoas idosas exigem a sua participação activa na sociedade, rejeitando protecionismos que diminuam a sua capacidade de decidir e reduzam os seus direitos a expressões organizativas de assistencialismo caritativo», acentua, em nota de imprensa, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI).
Entre outras medidas constantes no seu caderno reivindicativo para o próximo ano, o MURPI exige o «aumento real de todas as reformas e pensões», o «reforço da protecção social em situação de pobreza e de dependência», uma «política fiscal mais justa que reduza as penalizações sobre os rendimentos do trabalho e das pensões» e o «direito à mobilidade, à oferta de transportes públicos de qualidade e a preços acessíveis».
O «fortalecimento do Serviço Nacional de Saúde e a melhoria das respostas às necessidades do envelhecimento»; o «combate continuado às causas da pobreza, da violência sobre as pessoas idosas bem como do isolamento e da solidão»; o «reforço de verbas da Segurança Social na área da prestação de serviços e numa melhor articulação de serviços prestados com a autonomia e independência dos dirigentes associativos democraticamente eleitos» e o «financiamento às associações de reformados para a realização de actividades nas áreas social, lúdica e cultural com os seus associados», são outras das reivindicações.