LUTA As greves e concentrações no Grupo DIA (Minipreço e Clarel), entre os dias 11 e 19, mereceram um balanço positivo do sindicato, mostrando que os trabalhadores ganham cada vez mais força.
Esta série de lutas foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços, em apoio às reivindicações apresentadas à administração no final de 2016, mas que continuam sem resposta positiva. O CESP/CGTP-IN reclama o fim da discriminação salarial e do assédio moral, exige aumentos salariais e a dignificação das carreiras, especialmente do pessoal dos armazéns (havendo diferenças salariais que chegam a cem euros, entre trabalhadores com funções idênticas).
No dia 11, no armazém em Vialonga (Alverca), o início de uma greve de três dias foi assinalado com uma concentração no exterior, cerca das 14h30. Na quarta-feira, dia 16, realizou-se a meio da manhã uma concentração de dezenas de trabalhadores junto ao armazém na Zibreira (Torres Novas), onde teve início uma greve de quatro dias.
Nesse mesmo dia, uma greve de 24 horas abrangeu os supermercados e escritórios.
No armazém em Valongo (Rua do Negral), houve greve na sexta-feira, 18, e no sábado. No primeiro dia, de manhã, outros trabalhadores juntaram-se ao piquete de greve, na entrada daquela unidade logística, impedindo a entrada e saída de camiões durante algumas horas.
«O balanço é muito positivo, com a adesão à greve nos armazéns a rondar 50 por cento, enquanto nas lojas foi superior a 50 por cento, tendo levado ao encerramento, na quarta-feira, de cerca de 80 supermercados, e a horários reduzidos em mais de 100», disse à agência Lusa, na segunda-feira, 21, um dirigente do CESP. Pedro Ramalho realçou que, apesar de não ter havido uma resposta imediata da empresa, esta jornada comprovou que os trabalhadores «não desanimam e cada vez ganham mais força». Adiantou que, sem alteração da posição patronal, o sindicato vai definir ainda em Agosto outras acções e novas formas de luta.