Venezuela apela à unidade e repudia ameaças dos EUA
SOBERANIA A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) repudiou unanimemente as ameaças de uma intervenção militar contra a Venezuela, proferidas pelo presidente dos Estados Unidos.
Ameaças de Trump confirmam planos de intervenção militar
Face à ameaça de ingerência estrangeira, a Constituinte exortou todos os patriotas à unidade, a pôr de lado as diferenças e a defender a Venezuela.
O 1.º vice-presidente da ANC, Aristóbulo Istúriz, apresentou no sábado, 12, uma resolução de apoio ao presidente Nicolás Maduro, às instituições do Estado, à Força Armada Nacional Bolivariana e ao povo venezuelano, «perante a infame tentativa de intimidação» por parte de Donald Trump.
A ANC apoia medidas para enfrentar «esta ameaça contra a pátria» e para «avançar com a consolidação da paz interna e a normalização das relações externas, na base indeclinável do direito à paz».
Os constituintes vão alertar os parlamentos de outros países e a comunidade internacional para a gravidade da ameaça dos EUA, «que confirma todas as denúncias feitas pela Venezuela sobre a escalada das agressões contra a nossa pátria e a existência de planos para uma intervenção militar».
A presidente da ANC, Delcy Rodríguez, repudiou as intenções de ingerência do presidente estado-unidense e destacou que os constituintes preservarão a soberania e a independência nacional.
Trump tinha afirmado, na véspera, no seu campo de golfe, em Nova Jersey, que os EUA têm «muitas opções para a Venezuela, incluindo, possivelmente, uma opção militar, se necessário».
A primeira resposta venezuelana surgiu do ministro da Informação, Ernesto Villegas, para quem os EUA «partem de uma leitura errada da realidade» e tentam repetir um formato de intervenção aplicado em países como a Líbia e o Iraque. «Aqui [na Venezuela], nunca poderão entrar, sem que isso tenha consequências colossais, extraordinárias e invulgares na história do continente» americano, assegurou.
Caracas voltou, no domingo, a repudiar declarações de natureza intervencionista contra a Venezuela, desta vez proferidas pelo vice-presidente norte-americano, em Cartagena, na Colômbia.
Mike Pence – a quem o presidente colombiano Juan Manuel Santos pediu para manter a «pressão» sobre Caracas – afirmou que Washington não permitirá que a Venezuela «caia nas mãos de um ditador».
O vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, respondeu ao seu homólogo estado-unidense lembrando que a Venezuela não é o «pátio traseiro» dos EUA.