Posição firme na Autoeuropa pelo sábado e contra precariedade
LUTA O SITE Sul reafirmou à administração da VW Autoeuropa que os trabalhadores rejeitaram o trabalho obrigatório ao sábado com menor retribuição, e contestou os contratos a prazo nos novos recrutamentos.
Mantém-se a greve de dia 30 e foi marcado plenário para dia 28
O sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN divulgou no dia 3, em comunicado distribuído na fábrica automóvel de Palmela, o resultado da reunião, na véspera, com a administração da VW Autoeuropa.
A parte patronal «quer fazer crer que a rejeição dos trabalhadores se reporta, tão só, às “compensações” e não quer admitir que aquilo que de facto se passou [no referendo de 28 de Julho] foi a clara rejeição da obrigatoriedade do trabalho ao sábado e, como se não bastasse, com retribuição inferior àquela que tem vindo a ser praticada na empresa», refere-se no documento, publicado no sítio electrónico da federação.
Mesmo assim, «a administração afirmou estar a estudar outras possibilidades», tendo o sindicato retorquido que estará «disponível para a discussão de todas as possibilidades, desde que estas não colidam com os direitos dos trabalhadores». Não obstante, «dando sequência à decisão dos trabalhadores, manifestada nas duas sessões do Plenário Geral, o sindicato decidiu avançar com a greve para dia 30 de Agosto».
O SITE Sul anunciou ainda que, no dia 28, «promoverá a realização de um Plenário Geral de Trabalhadores, haja ou não alteração na posição da empresa».
No mesmo comunicado, o sindicato critica o facto de, para a admissão de novos trabalhadores (necessários para o previsto aumento de produção), a Autoeuropa estar a celebrar contratos de trabalho a prazo, por seis meses.
«Para que trabalhador e empresa manifestem o interesse na continuidade do vínculo laboral, na lei já existe o período experimental que, sendo excessivo, é muito inferior a seis meses», pelo que o sindicato defende que os actuais contratos a prazo sejam convertidos em emprego efectivo e que os futuros contratos de trabalho devem ser celebrados como efectivos.
CT demitiu-se
Ligando a decisão à expressiva rejeição que mereceu no referendo o pré-acordo estabelecido com a administração, o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa anunciou na terça-feira, dia 1, que esta se demitiu. Segundo a agência Lusa, foi marcada para dia 28 uma reunião para constituição da comissão eleitoral que orientará a eleição da CT.
Os eleitos da Lista C (unitária), como noticiámos, demarcaram-se da maioria e assumiram publicamente que não deram a sua aprovação ao pré-acordo com a administração. No referendo de 28 de Julho, votaram 3472 trabalhadores, três quartos dos quais reprovaram o pré-acordo.