CDU concorre a mais órgãos autárquicos como espaço unitário com projecto distinto

LISTAS A Coligação Democrática Unitária candidata-se a 304 dos 308 municípios do País e a um maior número de freguesias do que em 2013, confirmando o seu espaço unitário e o carácter diferenciador das suas propostas e opções.

A CDU apresenta-se com o seu projecto alternativo

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A coligação «que integra no plano político o Partido Comunista Português, o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) e a Associação Intervenção Democrática (ID), e que se alarga a milhares de cidadãos sem filiação partidária, estará presente com candidaturas próprias aos órgãos municipais em todos os concelhos do Continente e da Região Autónoma da Madeira e a 15 dos 19 concelhos da Região Autónoma dos Açores, ou seja a 304 dos 308 municípios do País», afirma-se em nota divulgada pelo gabinete de imprensa da CDU.

 

Significativo, acrescenta-se no texto datado de anteontem, 8, é ainda «o facto de a CDU ao nível das freguesias apresentar o maior número de sempre de listas – 1807 (mais 72 do que nas eleições de 2013)». 

Espaço unitário

 

A plataforma eleitoral PCP-PEV considera que estes dados confirmam as suas «características de espaço de participação unitária, com a presença de largos milhares de independentes», participação que representa «um valor acrescido decorrente da clara afirmação do projecto associado à CDU e da assumida presença com identidade própria, com os seus símbolo e sigla próprios e não disfarçada em apoios explícitos e implícitos a listas de cidadãos eleitores que, na maioria das situações, acolhem disfarçadas coligações, arranjos partidários ou espaço de promoção de ambições pessoais ou dos interesses dos grupos económicos. A CDU apresenta-se, assim, em todo o País, com o seu projecto alternativo e o carácter distintivo da sua acção autárquica».

 

Para a CDU, constituem aspectos igualmente relevantes na nova fase da vida política nacional «a afirmação distintiva do projecto da CDU, assente no Trabalho, Honestidade e Competência, o carácter diferenciador das suas propostas e opções, a dimensão de alternativa clara e assumida à gestão e projectos de outras forças políticas».

«A afirmada independência de juízo e acção políticas que o PCP preserva e assume na vida política nacional prolonga-se e expressa-se no projecto e candidaturas que marcam a intervenção eleitoral da CDU nas próximas eleições para as autarquias locais», concluiu-se no comunicado.

A toda a prova

Entre o final da semana passada e o início desta semana, as estruturas locais da CDU procederam à entrega formal das candidaturas aos órgãos autárquicos, actos que inauguram uma nova fase na corrida eleitoral que termina no próximo dia 1 de Outubro.

Mais de três dezenas de coordenadoras locais do PCP-PEV deram disso conta à comunicação social, caso do Barreiro, que destaca o número de mulheres e independentes no conjunto das listas, 82 e 41, respectivamente; de Almada, onde a delegação que entregou as listas era composta por Anabela Raposo, em representação do PCP, Sónia Silva em representação do PEV, João Geraldes em representação da ID, bem como pelos cabeças-de-lista da CDU a diferentes órgãos autárquicos – Joaquim Judas (Câmara Municipal), José Manuel Maia (Assembleia Municipal), Teresa Coelho (Freguesia de Caparica-Trafaria), Margarida Luna de Carvalho (Freguesia de Charneca de Caparica-Sobreda), Pedro Duarte (Freguesia de Costa de Caparica) e Luís Palma (Freguesia de Laranjeiro-Feijó); e de Alcochete, que informou que dos 118 candidatos, 64 são militantes do PCP, 53 são independentes e um é militante de «Os Verdes», sendo que 27,1 por cento dos propostos pela CDU nas listas aos órgãos autárquicos alcochetenses não foram candidatos em 2013.

Paridade entre homens e mulheres, renovação e rejuvenescimento na composição das listas e a sua elaboração considerando militantes comunistas e ecologistas e cidadãos sem filiação partidária, são, aliás, elementos que se realçam.

Dos 112 candidatos aos órgão autárquicos de Almeirim cerca de 42 por cento são mulheres e 58 por cento são homens. Cerca de 2/3 são independentes e 1/3 são candidatos pela primeira vez. Mas este é apenas um exemplo que se replica nos dados socio-biográficos divulgados por algumas concelhias. 

De Norte a Sul

Em Ovar, dos 117 candidatos, 79 são membros do PCP ou do PEV e 38 são independentes. Mulheres são 41, operários são 33 por cento e 29 por cento candidatam-se pela primeira vez. Em Guimarães, mais de 750 homens e mulheres concorrem aos órgãos municipais e às 48 freguesias do concelho, sendo que cerca de 30 por cento são independentes. Em Cascais, num total de 124 candidatos, 20 por cento não tem filiação partidária. Mulheres representam mais de 44 por cento do total e encabeçam as listas a três das quatro freguesias cascalenses. A média etária dos candidatos ronda os 52 anos. Já em Sintra, dos 390 candidatos que se apresentam às 11 assembleias de freguesia, à Assembleia Municipal e à Câmara Municipal, mais de 100 (106) são independentes. Sete dos 11 cabeças-de-lista às freguesias concorrem pela primeira vez.

Mais a Sul, em Castro Verde, da centena de candidatos das listas da CDU, 39 por cento são-no pela primeira vez. Metade são mulheres e a média de idades é de 41 anos. Em Odemira, 37 por cento dos 242 candidatos são mulheres, 17 por cento têm menos de 35 anos, e quase 70 por cento são independentes, ao passo que em Sines o número de jovens nas listas do PCP-PEV ronda os 30 por cento, as mulheres têm um peso ponderal de 42 por cento. Não militantes são 47 por cento e 28 por cento dos candidatos são estreantes.

Em Faro, dos 115 candidatos 63 são homens e 52 são mulheres. 54 candidatos são membros do PCP, 61 são independentes e 22 são novos candidatos.

Por outro lado, a atestar a afirmação de que a sigla PCP-PEV estará presente num maior número de boletins de voto para as assembleias de freguesia, refira-se o caso de Alcobaça. A CDU concorre pela primeira vez à freguesia de Turquel e volta a apresentar lista em São Martinho e em Alfeizerão, o que não sucedia há 16 e 12 anos, respectivamente.




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