Forte protesto de taxistas no Porto

Na sexta-feira, 28, ao fim da tarde, mais de duas centenas de taxistas responderam à chamada da Comissão dos Profissionais do Táxi do Porto e concentraram-se, com os seus carros de trabalho, junto ao Castelo do Queijo. Daqui partiram, em marcha lenta, buzinando e agitando bandeiras com inscrições como «Somos Táxi» ou «Proibido a ilegais», até à Praça do Município, num percurso de cerca de uma hora.

Esta acção foi convocada para exigir o cumprimento da Lei 35/2016, que regulamenta o transporte em táxi, e o reforço de medidas dissuasoras da actividade ilegal neste sector, por parte de «plataformas», como a Uber e a Cabify.

Estas «continuam a operar livremente», mesmo depois de a ilegalidade desta operação ter sido declarada pelo IMT e a AMT (Instituto e Autoridade da Mobilidade e dos Transportes), protestou um representante da comissão. Pedro Vila, citado pela agência Lusa, acusou as «plataformas» de «contribuírem para o empobrecimento do sector do táxi», enquanto a lei, que teria um efeito dissuasor, não é cumprida e «o poder político» procura «passá-las a legais».

A comissão, criada há cerca de dois meses, solicitou reuniões com os partidos políticos representados na Assembleia da República, com a Câmara Municipal do Porto e outras entidades. Apenas o PCP respondeu.

Sendo voz corrente que, aos candidatos a licenças de táxi, a Câmara tem respondido que estão esgotados os limites da sua atribuição, enquanto as viaturas da Uber e outras proliferam às centenas, compreende-se que os protestos tenham subido de tom à passagem pela sede da candidatura de Rui Moreira, o actual presidente.

A acção de 28 de Julho poderá ser apenas a primeira. Reunidos no final desta jornada, os taxistas decidiram avaliar nos próximos dias os passos seguintes.

A manifestar solidariedade, estiveram um representante do PEV e Ilda Figueiredo, membro do CC do PCP e candidata da CDU à Câmara Municipal do Porto.

No dia 27, o grupo parlamentar do PCP dirigiu uma pergunta ao Ministério da Administração Interna, sobre fiscalização da angariação de passageiros para o transporte em veículos sem alvará e consequências para as multinacionais que desenvolvem esta actividade.

 



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