Defender o emprego
A reestruturação em curso no Banco BPI «levará necessariamente ao recurso a serviços mais baratos de outsourcing e a futuras admissões de trabalhadores com salários mais baixos e com menos direitos», avisou o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira, que manifestou a sua oposição a tais medidas e exortou «todos os trabalhadores a recusarem todas as iniciativas que visem reduzir as suas condições de vida e de trabalho». O Sintaf/CGTP-IN acusa «os banqueiros catalães do CaixaBank» de pretenderem eliminar centenas de postos de trabalho», através de «rescisões de contrato com aliciamentos especiais».
«Foi com natural estupefacção que tomámos conhecimento dos propósitos da Apollo de despedir mais 380 trabalhadores da Seguradoras Unidas, após a integração da Açoreana na Tranquilidade», protestou o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins, apelando à luta «pela manutenção dos postos de trabalho».
Num comunicado de dia 12, o Sinapsa recordou que aquelas companhias «já no ano passado despediram cerca de 100 trabalhadores». Nota ainda que «estamos perante uma grosseira ilegalidade», pois «as estruturas de trabalhadores e os sindicatos não foram consultados, como é obrigatório, e não existe projecto de reestruturação».
Respondendo ao Secretário-geral do PCP, no debate quinzenal de anteontem, na AR, o primeiro-ministro esclareceu que o Governo não teve «nenhum pedido» por parte da Altice para proceder a despedimentos e afiançou que «em qualquer caso» «não autorizará qualquer despedimento dessa natureza na PT».
Jerónimo de Sousa, socorrendo-se do adágio popular de que «cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém», tinha aconselhado António Costa a ter em atenção a noticiada possibilidade de despedimento de mais três mil trabalhadores da PT, a juntar aos cerca de mil que já saíram.