«Modelo» de mulher
Assunção Cristas assinou no domingo um acordo de coligação com o MPT e o PPM para a candidatura autárquica a Lisboa.
O vice-presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, aproveitou o acto para fazer declarações e, de uma assentada, deu expressão a um aforismo da sabedoria popular, muito em uso lá para as beiras: onde quer que vandes, mostrandes o que sandes. De rajada, GCP despejou a sua concepção bafienta e retrógrada sobre o papel e a condição da mulher: que «para trabalhar se usa saia larga ou, se necessário, calças»; que «[Cristas] é uma mulher casada que provou como a maioria das portuguesas pode casar e ter filhos», já que «não descurou o trabalho e não descurou a casa»; «como mulher, a dr.ª Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga e, se necessário, vestir calças, calças que ultimamente não se sabe onde andam, custam a ver».
Cristas não se fez rogada e, tomando por elogio as apalavras de GCP, declarou que «tem calçado botas e calças de ganga muitas vezes, para estar nos bairros sociais junto das pessoas que não conhecem visitas por parte do executivo camarário, exceptuando da polícia quando é para os pôr fora das suas casas».
Quanto às declarações de GCP, é caso para dizer que não conseguem disfarçar o seu incontido saudosismo pelos «bons velhos tempos da outra senhora», que também usava saias largas. Quanto a Cristas, claro que as mulheres desses bairros sociais terão ficado perplexas e a pensar como consegue este «modelo de mulher» o «milagre» de tomar conta da casa, ter filhos, trabalhar, vestir adequadamente e ter um ar tão despreocupado, quando elas se matam a trabalhar para garantir a sua subsistência e da sua família, não tendo tempo nem para si, nem para participar.
E ao reparar nas calças de ganga de Cristas terão ficado a pensar: que calças terá ela usado quando apresentou e votou a lei do arrendamento urbano que é causa dos despejos que motivam as «visitas» da polícia?
O vice-presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, aproveitou o acto para fazer declarações e, de uma assentada, deu expressão a um aforismo da sabedoria popular, muito em uso lá para as beiras: onde quer que vandes, mostrandes o que sandes. De rajada, GCP despejou a sua concepção bafienta e retrógrada sobre o papel e a condição da mulher: que «para trabalhar se usa saia larga ou, se necessário, calças»; que «[Cristas] é uma mulher casada que provou como a maioria das portuguesas pode casar e ter filhos», já que «não descurou o trabalho e não descurou a casa»; «como mulher, a dr.ª Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga e, se necessário, vestir calças, calças que ultimamente não se sabe onde andam, custam a ver».
Cristas não se fez rogada e, tomando por elogio as apalavras de GCP, declarou que «tem calçado botas e calças de ganga muitas vezes, para estar nos bairros sociais junto das pessoas que não conhecem visitas por parte do executivo camarário, exceptuando da polícia quando é para os pôr fora das suas casas».
Quanto às declarações de GCP, é caso para dizer que não conseguem disfarçar o seu incontido saudosismo pelos «bons velhos tempos da outra senhora», que também usava saias largas. Quanto a Cristas, claro que as mulheres desses bairros sociais terão ficado perplexas e a pensar como consegue este «modelo de mulher» o «milagre» de tomar conta da casa, ter filhos, trabalhar, vestir adequadamente e ter um ar tão despreocupado, quando elas se matam a trabalhar para garantir a sua subsistência e da sua família, não tendo tempo nem para si, nem para participar.
E ao reparar nas calças de ganga de Cristas terão ficado a pensar: que calças terá ela usado quando apresentou e votou a lei do arrendamento urbano que é causa dos despejos que motivam as «visitas» da polícia?