O ex-primeiro-ministro de Itália, Matteo Renzi, reconquistou o cargo de secretário-geral do Partido Democrático (PD), ao vencer as eleições primárias, realizadas dia 30, com 70 por cento dos votos, impondo-se claramente ao actual ministro da Justiça, Andrea Orlando, e ao governador de Puglia, Michele Emiliano.
Orlando e Emiliano apresentaram-se como partidários de uma coligação com partidos de esquerda. Renzi, pelo contrário, afirmou estar disposto a formar uma aliança com o centro-direita de Silvio Berlusconi, se o sistema proporcional o exigir nas próximas legislativas.
As próximas eleições gerais em Itália estão previstas para Maio de 2018, mas é possível que venham a ser antecipadas.
Recorde-se que Renzi, de 42 anos, se demitiu em Dezembro da chefia do governo, depois de ter sido derrotado no referendo à reforma constitucional. Em Fevereiro último abandonou a liderança do Partido Democrático, desencadeando um novo processo eleitoral para recuperar legitimidade face às críticas da ala esquerda.
Nestas eleições primárias no PD, abertas a todas as pessoas com mais de 16 anos, nacionais e estrangeiros residentes, com a única condição de pagarem uma contribuição de dois euros, participaram 1,8 milhões de pessoas, aquém dos 2,8 milhões das primárias de 2013 e dos mais de três milhões dos escrutínios anteriores.