Decisões inadiáveis
As células do PCP na Transtejo e na Soflusa (empresas que asseguram a travessia fluvial entre as duas margens do Tejo) dão conta, num comunicado conjunto, de encontros de uma delegação do Partido com a administração e as organizações representativas dos trabalhadores de ambas as empresas, dos quais sobressaiu a necessidade imperativa do «restabelecimento da operacionalidade da frota e fiabilidade do serviço público». O reconhecimento, por parte da administração e do Governo, da falência da política seguida nos últimos anos é um primeiro e importante passo para aquele objectivo, mas impõe-se a tomada das «decisões necessárias ao início das acções de manutenção da frota», necessárias para repor a «fiabilidade do serviço publico prestado aos utentes e populações». O protelamento da aplicação destas medidas é «inaceitável e gerador das condições para novas e mais graves interrupções do serviço», garante o PCP, que considera ainda inaceitável o adiamento da promulgação, pelo Governo, do Acordo de Empresa assinado em 28 de Dezembro, no que considera ser uma provocação aos trabalhadores.