Sionismo impune

O enviado das Nações Unidas para a paz no Médio Oriente acusa Israel de ignorar a resolução adoptada no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas a 23 de Dezembro de 2016 que condena os colonatos ilegais, tendo intensificado a construção e legalização de habitações para judeus nos territórios ocupados da Palestina, e a destruição de vivendas de famílias palestinianas e a sua consequente expulsão.

No primeiro relatório elaborado após a votação favorável do texto no CS, Nickolay Mladenov considerou ainda como profundamente perturbador o facto de as autoridades sionistas, desde o início deste ano, terem anunciado a construção de cinco novos colonatos, num total de mais de seis mil casas, bem como adoptado legislação que permite a legalização retroactiva de milhares de edifícios erguidos em terrenos privados na Cisjordânia.

A Resolução 2334 logrou passar no CS da ONU em resultado da inédita abstenção dos EUA. Com a entrada em funções da nova administração parece no entanto ter regressado a política de total apoio à política sionista que sempre prevaleceu em Washington, incluindo enquanto Barack Obama permaneceu na Casa Branca. Prova disso mesmo é a recente aprovação no Senado norte-americano do nome de David Friedman para embaixador dos EUA em Israel, apesar de serem conhecidos os seus interesses materiais nos colonatos ilegais que o país mantém na Palestina ao arrepio do Direito Internacional.




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