Vigilância na Natureza

O anúncio, por parte do Governo, de «medidas que poderão pôr em causa o futuro da rede nacional de áreas protegidas e uma gestão coerente e eficaz, em todo o território nacional, com a possibilidade da entrega da direcção das mesmas aos municípios e a associações privadas», suscita perspectivas de «um novo foco de instabilidade, quer para a conservação da Natureza e do Ambiente, quer para os vigilantes da natureza».

A preocupação foi manifestada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, numa nota que publicou dia 2, a assinalar a passagem de mais um Dia Nacional do Vigilante da Natureza e a realização, no Funchal, nessa data, do XX Encontro Nacional destes profissionais.

A federação da CGTP-IN salientou que «está colocado, a todos os trabalhadores que integram esta carreira profissional, o desafio de darem continuidade à luta, pelas mais variadas expressões, por uma vida mais digna e por trabalho com direitos».

«A realidade política, decorrente das eleições legislativas de finais de 2015, configurava a

possibilidade da alteração, para melhor, das condições de vida e de trabalho dos Vigilantes da Natureza, enquanto trabalhadores da Administração Pública e na condição específica da carreira em que estão integrados», mas «esta expectativa não foi confirmada. «À excepção da redução da duração semanal de trabalho, os salários, promoções e progressões continuam congelados e a carga fiscal não foi integralmente aliviada», nota a federação.

Por seu lado, «as promessas, da parte do Governo, de negociação da valorização da carreira de vigilante da natureza e de melhoria do regime de trabalho, não se concretizaram». Mas «vale a pena lutar», pois com a «insistente acção desta federação e da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, foi possível incluir no Orçamento do Estado para 2017 uma medida que, a ser devidamente explorada, poderá resolver, pelo menos em parte, o grave problema da falta de efectivos».

 



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