CTT piores após privatização
O PCP está a distribuir aos utentes dos CTT do distrito de Lisboa um folheto sobre a degradação do serviço postal decorrente da recente privatização da empresa. Em jeito de carta aos utentes, aos quais dirige perguntas directas, o Partido denuncia os frequentes e cada vez mais prolongados atrasos na entrega da correspondência, mesmo quando se trata da pensão, prestações sociais ou marcações de exames e consultas, o encerramento de estações, o aumento do tempo de espera para atendimento, a não disponibilização do dinheiro que se pretende – e se tem direito – a receber e o aumento dos preços praticados pelos serviços.
À pergunta «por que é que tudo isto acontece», o PCP responde: «no final de 2013, o governo PSD/CDS privatizou 70 por cento dos CTT; em Setembro de 2014, o mesmo governo vendeu o resto. Ou seja, neste momento os CTT são totalmente privados. E para quê? Apenas para que os lucros que davam passassem a ser embolsados pelos novos donos privados. Desde 2014, receberam já cerca de 200 milhões de euros.» Em consequência, acrescenta o Partido, o serviço piorou «graças» à redução de centenas de postos de trabalho e ao encerramento de estações.
Garantindo que «temos direito a um serviço de correios com qualidade», o PCP apela aos utentes a que façam «ouvir a sua voz por todas as formas que tiverem ao seu alcance» e lembra as múltiplas iniciativas do PCP em prol de um serviço postal público e de qualidade.