Vencer a «guerra do pão»

O presidente da Venezuela pretende abrir cerca de dez mil padarias em todo o país. O anúncio foi feito no domingo, 12, depois de Nicolás Maduro ter acusado a federação dos padeiros da Caracas de declarar guerra ao povo, obrigando-o a permanecer em longas filas para adquirir pão.

Nicolás Maduro lamentou que «estejamos nisto há meses» e rejeitou as alegações dos empresários do sector, segundo os quais a escassez é motivada pela dificuldade em adquirir matéria-prima. O chefe de Estado e de governo esclareceu que estão a ser importadas farinhas em quantidade mais do que suficiente e, por isso, considerou as rupturas verificadas operações de boicote ao governo bolivariano, pelas quais responsabilizou açambarcadores e especuladores.

O «plano especial para ganhar a “guerra do pão”», como lhe chamou Maduro, vai ser implementado pelos Comités Locais de Abastecimento e Produção, cujo director garantiu, quinta-feira, 9, a punição de civis e militares que especulem com alimentos. A garantia foi dada depois de um jornal norte-americano ter sustentado o recente pedido de aplicação de mais sanções à Venezuela, apresentado a Donald Trump por um grupo de senadores dos partidos Democrata e Republicano, com uma alegada rede de corrupção na distribuição de géneros e bens essenciais envolvendo altos responsáveis militares venezuelanos, que usam para tal o sistema financeiro dos EUA.




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