Estrada da morte
Em comunicado divulgado no dia 13, a Comissão de Utentes do Itinerário Complementar (IC) 1 informa que foram solicitadas audiências ao Presidente da República, ao presidente da Assembleia da República, ao primeiro-ministro, ao ministro do Planeamento e das Infra-estruturas e ao presidente da Infra-estruturas de Portugal a fim de se realizarem, de imediato, as necessárias e urgentes obras na já apelidada «estrada da morte».
Apontando o dedo aos sucessivos governos, os utentes criticam a «falta de manutenção» no troço entre Alcácer do Sal e Grândola e, consequentemente, a «elevada degradação» do piso, que não oferece as «condições necessárias para a circulação em segurança», o que «tem potenciado um número crescente de acidentes, muitos deles com vítimas mortais».
No documento, a comissão de utentes lembra que no dia 31 de Janeiro será assinalado o oitavo ano decorrido desde a data da rubrica do «contrato inicial» da «Parceria Público Privada (PPP), um processo contratualizado pelo então XVII Governo Constitucional (PS)».
«O pressuposto desta PPP tem sido um modelo de negócio desastroso e com custos elevados para o erário público, com maior incidência para os munícipes destes dois concelhos», critica a comissão, reiterando o cumprimento de uma resolução da Assembleia da República que recomenda ao Governo a «reparação e beneficiação urgentes» do troço.