Faleceu António Tereso
O Secretariado do Comité Central do PCP emitiu a 7 de Janeiro uma nota de pesar pelo falecimento, nesse mesmo dia, de António Tereso, aos 89 anos. Manifestando «mágoa e tristeza» por esse falecimento, o Secretariado do CC sublinhava aspectos essenciais da biografia de António Tereso:
«Militante comunista que dedicou a sua vida à luta dos trabalhadores e do povo português pela liberdade, pela democracia, pelo socialismo.
António Tereso começou a trabalhar aos 12 anos, ingressando mais tarde na Carris. É como operário da Carris e na sequência da luta que, em Fevereiro de 1959, é preso e condenado a dois anos e três meses de prisão.
Na prisão de Caxias, desempenha complexo e destacado papel na preparação e concretização da fuga de oito destacados dirigentes e militantes comunistas do Forte de Caxias no carro blindado de Salazar, a 4 de Dezembro de 1961. Depois da fuga, foi forçado a ingressar na clandestinidade. Passou depois pela Checoslováquia e por França, onde tirou o curso de torneiro mecânico e aí exerceu essa profissão até ao 25 de Abril de 1974.
Após o 25 de Abril, regressado a Portugal, desempenhou as mais diversas tarefas e responsabilidades no apoio à Direcção do Partido, até quando lhe foi possível fisicamente, antes e após a sua reintegração na Carris.»
Pelo seu velório, em Lisboa, e pelo funeral, em Barcarena, passaram muitos militantes e amigos do Partido e outros democratas, que reconheciam o papel de António Tereso na luta contra o fascismo e pela liberdade. Em nome do PCP, interveio Albano Nunes, membro da Comissão Central de Controlo.