Intervenção pertinente
Na última Assembleia Municipal de Mafra, realizada no dia 15 no Sobral da Abelheira, o PSD chumbou uma moção apresentada pelos eleitos do PCP onde se assinalava os «40 anos das primeiras eleições autárquicas», realizadas no dia 12 de Dezembro de 1976.
No documento, para além de saudar as transformações económicas, sociais e culturais operadas pelo Poder Local Democrático ao longo dos últimos 40 anos, a Coligação PCP-PEV reclamava para as autarquias locais a «autonomia e os meios necessários para responder às necessidades e anseios das populações e do desenvolvimento local», assim como a «reposição de freguesias, conforme a vontade das populações e dos órgãos autárquicos» e a «criação das regiões administrativas, como consagrado na Constituição da República Portuguesa».
Entretanto, a CDU votou contra as Grandes Opções do Plano para 2017, por «não compactuar com a vergonhosa gestão do PSD», e regozijou-se com o reconhecimento do que vem reclamando desde sempre, primeiro contra a privatização da água e, depois, contra os malefícios provocados pela sua privatização: tarifas excessivas e qualidade do serviço.
«O reconhecimento do erro, de facto, acaba por ser feito quando [o executivo PSD] conclui que o sistema gerido directamente pelo município terá um excedente de exploração de 2,3 milhões de euros, cálculos feitos tendo como premissa um abaixamento da tarifa de cinco por cento», destacam os comunistas, frisando que o PSD já confessou «a responsabilidade do sobrecusto para os munícipes de Mafra de três milhões de euros por ano, pagos com a tarifa resultante da privatização».