Os trabalhadores da manutenção da refinaria da Petrogal, em Sines, fizeram uma nova greve de 48 horas, para exigirem aumentos salariais mínimos de 50 euros para todos, bem como a integração de cerca de 160 contratados com vínculos precários. Alguns destes operários trabalham na manutenção há 20 ou 30 anos, sempre através de empresas de trabalho temporário, como referiu à agência Lusa um delegado do SITE Sul, Pedro Carvalho.
A realização da greve a partir das 10 horas de dia 17 foi confirmada em plenário, às 8h30, e começou com uma adesão de 80 por cento, incluindo ainda a recusa de trabalho suplementar, como informou o sindicato.
Por via de um contrato de prestação de serviços, a manutenção da refinaria é assegurada por um consórcio de empresas liderado pela EFATM e que engloba ainda a ATM, a AC Services, a CMN, a Efacec, a Globaltemp, a Metalcas e a Nice Job.
Além de aumento salarial e do subsídio de refeição, em valor igual para todos os trabalhadores (uma subida de 50 euros foi aplicada em alguns casos, sem critério objectivo), é também exigido o pagamento de todo o trabalho suplementar realizado (igualmente com valor igual para todos os trabalhadores das empresas do consórcio) e o pagamento do salário no último dia útil do mês aos trabalhadores da Globaltemp e da CMN.