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Milosevic e a actualidade

Slo­bodan Mi­lo­sevic morreu há dez anos nos ca­la­bouços do «tri­bunal» es­pe­cial criado pelos car­rascos da Ju­gos­lávia, o ICTY. Se­guindo o guião usual, o pre­si­dente (re­pe­ti­da­mente eleito) Mi­lo­sevic fora pes­so­al­mente de­mo­ni­zado e ca­lu­niado como pre­lúdio à des­truição do seu país. Pela ca­lada, o ICTY acaba agora de re­co­nhecer a fal­si­dade das ca­lú­nias (ili­bando os mortos para con­denar os vivosi). Im­porta romper as bar­reiras de si­lêncio cúm­plice da co­mu­ni­cação so­cial de re­gime sobre este re­co­nhe­ci­mento en­ver­go­nhado – que con­trasta de forma fla­grante com o una­ni­mismo es­tri­dente das acu­sa­ções de há duas dé­cadas. E im­porta ex­trair as li­ções que tudo isto en­cerra. Li­ções que são de tre­menda ac­tu­a­li­dade. Novas cam­pa­nhas be­li­cistas, de con­sequên­cias po­ten­ci­al­mente muito mais dra­má­ticas, estão hoje em curso.

Milosevic e a actualidade

Slo­bodan Mi­lo­sevic morreu há dez anos nos ca­la­bouços do «tri­bunal» es­pe­cial criado pelos car­rascos da Ju­gos­lávia, o ICTY. Se­guindo o guião usual, o pre­si­dente (re­pe­ti­da­mente eleito) Mi­lo­sevic fora pes­so­al­mente de­mo­ni­zado e ca­lu­niado como pre­lúdio à des­truição do seu país. Pela ca­lada, o ICTY acaba agora de re­co­nhecer a fal­si­dade das ca­lú­nias (ili­bando os mortos para con­denar os vivosi). Im­porta romper as bar­reiras de si­lêncio cúm­plice da co­mu­ni­cação so­cial de re­gime sobre este re­co­nhe­ci­mento en­ver­go­nhado – que con­trasta de forma fla­grante com o una­ni­mismo es­tri­dente das acu­sa­ções de há duas dé­cadas. E im­porta ex­trair as li­ções que tudo isto en­cerra. Li­ções que são de tre­menda ac­tu­a­li­dade. Novas cam­pa­nhas be­li­cistas, de con­sequên­cias po­ten­ci­al­mente muito mais dra­má­ticas, estão hoje em curso.