Combater a exploração

O Sector de Empresas da Organização Regional de Coimbra do PCP está a distribuir um comunicado aos trabalhadores da Dan Cake, no qual denuncia a tentativa da administração de proceder à desregulação de horários e à discriminação salarial.

Alertado por trabalhadores da unidade fabril de Coimbra da empresa do ramo alimentar, o Partido denuncia o teor das pressões da empresa: abrir um quarto turno, com seis dias seguidos de trabalho por semana, com dois dias de folga e um bónus de quatro dias de férias ao fim de oito semanas. Oralmente, a administração andará a prometer aos trabalhadores que aceitem estas condições um «ordenado base entre os 750 e os 800 euros, com 25 por cento de subsidio de turno». Para o PCP, isto significaria não apenas a completa desregulação da vida familiar como a perda do pagamento do trabalho extraordinário em dias de descanso complementar ou obrigatório.

O PCP denuncia ainda as pressões feitas sobre os trabalhadores contratados através de empresas de trabalho temporário para que aceitassem o quarto turno, sob pena de os seus contratos não serem renovados. Para o Partido, a aceitação destes termos fará com que «nunca saibam quando folgam ou qual o turno que estarão a fazer». Ao voltar a insistir na adaptabilidade, a administração não respeita a «profissionalização de cada trabalhador», procurando assim baixar, também por esta via, a massa salarial.

No comunicado, o PCP reafirma a sua confiança na capacidade de os trabalhadores, «com unidade, resistência, coragem e determinação, conseguirem «fazer valer os seus direitos».

Na seguradora Fidelidade Assistência, o PCP denuncia a «modernidade que cheira a mofo», a propósito da generalização da precariedade na empresa e das suas consequências no aumento da exploração: os lucros alcançados em 2015, a rondar os oito milhões de euros, corresponderiam a qualquer coisa como 53 mil euros anuais por trabalhador, muito longe do valor real auferido na empresa. A acrescentar aos baixos salários, o PCP denuncia, num comunicado da Organização Regional de Lisboa, as pressões exercidas sobre os trabalhadores e o desrespeito por direitos elementares como os tempos de descanso ou refeição.

 



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