Ataques em Moçambique

Registaram-se mais acções armadas em diferentes zonas do Centro e Norte de Moçambique. Atribuídos a bandos da Renamo, os ataques a comboios de carvão e a viaturas civis, os assaltos a centros de saúde e postos administrativos, os raptos e assassinatos de civis, ocorreram nas províncias de Sofala, Zambézia, Tete e Niassa.

Um dirigente da Frelimo, o general Alberto Chipande, afirmou na Beira que o partido «condena com veemência» esses actos bélicos que impedem a circulação de pessoas e bens e que não param, «numa altura em que já foi reatado o diálogo político na presença de mediadores internacionais».

Em Maputo, foram interrompidas até ao dia 8 as conversações entre representantes do Governo e da Renamo, visando encontrar uma solução pacífica para o diferendo e preparar um encontro entre o presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Este encontra-se em local desconhecido, eventualmente na serra da Gorongosa.

Entre os mediadores internacionais, figuram Mario Rafaelli, antigo ministro dos negócios estrangeiros de Itália, e Angelo Romano, da Comunidade de Santo Egídio, representantes da União Europeia. Participam também o núncio apostólico, o secretário da Conferência Episcopal e o embaixador sul-africano, todos indicados pela Renamo. Assistiram ainda à anterior ronda de negociações os ex-presidentes Quett Masire, do Botwana, e Jakaya Kikwete, da Tanzânia, apontados pelo governo moçambicano.

 



Mais artigos de: Internacional

EUA espiam China e Rússia

A China pediu aos Estados Unidos e à República da Coreia que suspendam a instalação de um sistema antimísseis em território sul-coreano. A medida quebraria o equilíbrio estratégico na região.

Brasileiros nas ruas<br>sem trégua olímpica

O povo do Brasil volta a manifestar-se contra o governo interino golpista de Michel Temer, em defesa da presidente Dilma Roussef, suspensa do cargo, e por soluções democráticas para o país.

Os apoios de Hillary Clinton

A candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, foi executiva de uma empresa que financiou o denominado «Estado Islâmico». A companhia, a cujo conselho de administração a candidata pertenceu entre 1990 e 1992, é dadora financeira habitual da...

Alemanha reconhece<br>genocídio na Namíbia

A Alemanha vai pedir desculpas oficiais à Namíbia pelo genocídio dos povos herero e nama cometido pelas tropas imperiais alemães, no começo do século XX. Os governos de Berlim e de Windhoek estão a discutir uma formulação comum...