Diálogo não basta em Lisboa
Representantes dos trabalhadores da Carris, Carristur, Carrisbus, Metropolitano de Lisboa, Transtejo e Soflusa realizaram no dia 18, quarta-feira, um plenário de rua, junto à residência oficial do primeiro-ministro, onde no final entregaram uma resolução a exigir respostas para questões colocadas ao Governo.
«Considerando importante que, na defesa dos interesses das populações, se tenha revertido o processo de privatização e se tenha encetado uma nova forma de diálogo com as organizações, é necessário que a mesma se traduza em resultados concretos e não no arrastamento das soluções», afirma-se no documento. Os dirigentes e delegados sindicais e membros de CT decidiram, mantendo-se a falta de respostas, «desenvolver novas acções de luta e protesto na primeira quinzena de Junho, sem prejuízo de iniciativas específicas em cada uma das empresas».
Em causa estão a reversão do processo de fusão na marca «Transportes de Lisboa», a admissão de pessoal em falta, a reversão dos processos de caducidade dos acordos de empresa, a revogação do Decreto-Lei N.º 133/2013, a reposição da contratação colectiva e os salários (reduzidos na Carristur em Janeiro e congelados na generalidade das empresas nos valores de 2009).