Coreia do Norte
Três prémios Nobel defendem o alívio das sanções impostas à República Popular Democrática da Coreia (RPDC). Após uma visita à Coreia do Norte, ocorrida a semana passada, o vencedor do Nobel da Química, o israelita Aaron Ciechanover, lembrou que «não podemos transformar penicilina numa bomba nuclear», criticando, assim, as medidas aplicadas pela «comunidade internacional» em áreas não-militares.
Opinião semelhante expressou o Nobel da Medicina Richard Roberts, para quem não faz sentido que unidades e profissionais médicos, bem como investigadores e laboratórios e professores e universidades, careçam de meios básicos e necessários devido ao embargo.
Na sexta-feira, 6, iniciou-se em Pyongyang o VII Congresso do Partido dos Trabalhadores, o primeiro realizado nos últimos 36 anos. De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias norte-coreana, o reeleito líder do partido e do Estado, Kim Jong-un, dirigiu-se aos cerca de 3500 congressistas garantindo que a Coreia do Norte pretende estabelecer relações de amizade com todos os países que respeitem a sua soberania; que o país nunca usará armas nucleares senão em legítima defesa, e que pretende aderir à não-proliferação, mas no quadro do desarmamento global.