Avançar com a luta
Para as comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores, o lema da CGTP-IN é «Avançar pela mudança, defender, repor, conquistar» nas áreas do emprego, da contratação colectiva, dos salários, dos direitos, das 35 horas semanais e dos serviços públicos.
Apesar de limitados, são visíveis os avanços conseguidos com a nova composição da AR
No manifesto da CGTP-IN – um apelo redigido a partir da resolução aprovada pelo Conselho Nacional, a 8 de Abril, e distribuído por todo o País no âmbito do trabalho de mobilização para as iniciativas do movimento sindical unitário –, destaca-se os principais motivos para participar e realça-se que «vale sempre a pena lutar».
A Intersindical recorda que «nos últimos quatro anos, a força dos trabalhadores, organizados, unidos e em luta, foi determinante para combater e condicionar a política de direita e decisiva para derrotar o PSD e o CDS-PP, colocando-os em minoria na Assembleia da República».
Os efeitos desta luta «já se fazem sentir» e, «apesar de limitados, são visíveis os avanços» realizados com a intervenção e iniciativa dos partidos que, numa nova relação de forças, constituem maioria na AR. No manifesto refere-se:
– a reposição dos quatro feriados,
– o fim progressivo da sobretaxa do IRS,
– o anúncio das 35 horas para os trabalhadores da Administração Pública,
– o descongelamento de pensões,
– a reposição de complementos de reforma e do direito de transporte para trabalhadores das empresas públicas de transportes,
– o alargamento do abono de família,
– o aumento do salário mínimo nacional, do complemento solidário para idosos e do rendimento mínimo.
«É tempo de dizer “basta!”» às ingerências e pressões externas sobre Portugal, que aumentaram com a alteração política, em particular da União Europeia, que «continua a fazer tudo para colocar o País refém de uma política geradora de desigualdades e de empobrecimento e dependente dos grupos económicos e financeiros e das grandes potências europeias». A Inter insiste na necessidade de «uma política que rompa com o Tratado Orçamental e com a prevalência dos interesses económicos sobre os direitos laborais e sociais», que «garanta a renegociação da dívida pública» e «assegure o crescimento económico, a criação de emprego com direitos e a soberania nacional».
Este 1.º de Maio dever dar um forte impulso à campanha contra a precariedade, anunciada no 13.º Congresso da CGTP-IN, bem como ao reforço da sindicalização, para «dar mais força aos trabalhadores e à sua luta».
Chicago
A Inter releva o facto de, em 2016, passarem 130 anos desde os acontecimentos que estiveram na origem do 1.º de Maio (tema que tratamos neste número, nas páginas 26 e 27). Ao evocar os mártires de Chicago, reprimidos violentamente quando exigiam a jornada laboral de oito horas, a CGTP-IN homenageia também as mulheres e os homens de Portugal – que «durante a ditadura fascista, lutaram pela liberdade e por melhores condições de vida e de trabalho» e que «hoje continuam a bater-se para afirmar os valores de Abril e defender a Constituição».
Em 40 locais
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Aveiro, 15 horas, manifestação do Largo da Estação até ao Largo do Rossio;
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Beja, 10h30, concentração junto à Casa da Cultura e desfile para o Jardim do Bacalhau; piquenique, a partir das 13 horas, na Barragem do Roxo (Ervidel) e na Barragem do Enxoé (Pias);
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Bragança, a partir das 10 horas, na Praça Cavaleiro de Ferreira;
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Castelo Branco, 14h30, no Centro Cívico (Docas), comício e tarde cultural; Covilhã, 15horas, comício-festa no jardim público; Tortosendo, 9h30, manifestação; Minas da Panasqueira, convívio a partir das 9 horas;
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Coimbra, 15 horas, desfile da Praça da República até à Praça 8 de Maio; Figueira da Foz, 15 horas, concentração no Jardim Municipal;
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Évora, 14h30, manifestação da Praça Joaquim António Aguiar (Teatro Garcia de Resende) para a Praça 1.º de Maio; Montemor-o-Novo, 14h30, manifestação do Largo Calouste Gulbenkian para o Largo Machado dos Santos; Vendas Novas, 14 horas, concentração no Jardim Público e manifestação;
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Faro, a partir das 10 horas, na Alameda João de Deus, com manifestação às 16 horas;
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Guarda, 12 horas, marcha contra a precariedade, a sair do Jardim José de Lemos;
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Guimarães (iniciativa distrital de Braga), 14h30, festa no Largo do Toural, com desfile pelas ruas da cidade;
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Leiria, 15h30, manifestação do Largo do Papa até junto do Banco de Portugal;
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Lisboa, 14h30, manifestação do Martim Moniz, com trabalhadores do distrito e de concelhos do distrito de Setúbal, para a Alameda D. Afonso Henriques; Torres Vedras, festa a partir das 9h30 na Expotorres;
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Portalegre, 10 horas, desfile a partir do Largo Frederico Laranjo;
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Porto, 15 horas, Avenida dos Aliados, com manifestação;
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Santarém, 15 horas, manifestação da Avenida dos Forcados para o Jardim da República;
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Setúbal, no dia 30, às 21h30, caminhada nocturna e café-concerto; dia 1, 15 horas, manifestação da Praça do Quebedo para a Avenida Luísa Todi; Casebres, Santa Susana e Torrão (concelho de Alcácer do Sal), iniciativas desde manhã; Grândola, 12 horas, piquenique no Jardim 1.º de Maio, com intervenção politico-sindical às 14h30; Santiago do Cacém, a partir das 9 horas, jogos e piquenique; Sines, 11h30, manifestação a partir do parque desportivo IOS, seguindo-se piquenique;
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Viana do Castelo, 15 horas, festa na Praça da República;
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Vila Real, 15 horas, concentração na Praça do Município; Chaves, 9h30, atletismo no Largo das Freiras;
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Viseu, 14h30, manifestação do Largo de Santa Cristina para o Rossio, onde prossegue a festa; Mangualde, 15 horas, Largo Dr. Couto; Lamego, 14h30, Av. Dr. Alfredo de Sousa;
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RA Açores, amanhã, 29 de Abril, de manhã, Ponta Delgada, acção pública junto às Portas da Cidade; e a 1 de Maio, em Angra do Heroísmo (iniciativas a partir das 10 horas, na Praça Velha) e na Horta (13 horas, festa popular no Parque Vitorino Nemésio);
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RA Madeira, Funchal, 17h30, manifestação do Largo da Assembleia Legislativa Regional para o Jardim Municipal.
Em muitos destes locais, o programa das comemorações do Dia dos Trabalhadores inclui manhãs desportivas e infantis.