- Nº 2194 (2015/12/17)
Encontros nos distritos de Coimbra e Leiria

Escutar as populações

Presidenciais

No dia 8, Edgar Silva participou em encontros nos concelhos da Lousã e Soure, e num jantar com apoiantes em Coimbra. No dia seguinte, esteve na Marinha Grande e em Leiria.

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Na terça-feira de manhã, Edgar Silva deslocou-se ao concelho da Lousã, onde contactou com movimentos que defendem o Ramal da Lousã. Há anos privados de um importante meio de transporte ferroviário de ligação à cidade de Coimbra e ao resto de País, estes movimentos reivindicam a reposição, modernização e electrificação da linha e contestam a implementação de qualquer solução de metro ligeiro, por não se ajustar à realidade da zona de montanha e por significar a perda de ligação à rede ferroviária nacional e da possibilidade de transporte de mercadorias. 
Os utentes exigem ainda a extinção da empresa Metro Mondego e do projecto que ela representa, e deram exemplos de modernização de linhas no País que provam que a solução ferroviária é mais barata, mais segura e mais adequada às necessidades das populações.
O candidato presidencial valorizou a luta das populações, assumindo-se solidariamente ao lado da reivindicação dos utentes pela reposição do comboio e alertando que este é o momento de recolocar as reivindicações das populações na ordem do dia.

Contra a exploração do caulino

No concelho de Soure, Edgar Silva participou num almoço de apoiantes, onde também interveio o mandatário distrital da candidatura, Mário Nogueira. Depois, uma delegação da candidatura deslocou-se ao lugar dos Bonitos, onde se reuniu com a Comissão de Luta contra a Exploração de Caulino.
No quadro de alienação dos recursos minerais do País que se seguiu ao pacto assinado com a troika, o governo PSD/CDS atribuiu ao desbarato concessões de extracção de minerais. No distrito de Coimbra, foram concessionados centenas de hectares, em vários concelhos, destinados à extracção deste mineral, sem que fosse realizado qualquer estudo ou avaliação do impacto ambiental.
Nos Bonitos, a sala da Associação Cultural e Recreativa encheu para transmitir ao candidato as preocupações que esta situação desperta nas populações, relativamente aos lençóis freáticos, ao impacto do pó da extracção nas actividades agrícolas e florestais, e às consequências na qualidade de vida, tendo em conta que grande parte da exploração fica a escassos metros de zonas habitadas.
O candidato comunista valorizou a unidade da população, que não abdicou de exercer o seu direito de participação e, desta forma, afirmou a democracia. Considerando que este é mais um exemplo da sobreposição dos interesses económicos sobre a Natureza, que deixa um rasto de danos humanos e ambientais, defendeu que, para uma responsável utilização dos recursos nacionais, o Estado não se pode demitir das obrigações de planificar, coordenar, vigiar e sancionar, tal como prevê o texto constitucional.

Valores de Abril

No final do dia, Edgar Silva participou numa sessão pública na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, onde teve oportunidade de afirmar o modo como entende o exercício dos poderes do Presidente da República – que podem e devem ser usados ao serviço da ruptura com o rumo imposto ao País nas últimas décadas. Afirmou ainda o compromisso desta candidatura com os valores de Abril, com os trabalhadores e com o povo, para impulsionar o caminho do desenvolvimento, da justiça e do progresso social, da soberania e da independência nacionais. E apelou à mobilização de todos, de modo que, com a sua intervenção e o seu voto, possam impedir a continuação da política de direita e de confronto com a Constituição da República que tem caracterizado os últimos anos.


«Está nas nossas mãos»

Na quarta-feira, 9, Edgar Silva esteve na Marinha Grande, tendo participado num encontro com reformados e pensionistas na Biblioteca Municipal e inaugurado a sede de campanha da candidatura, na Sala Abril do Centro de Trabalho do PCP.
A visita ao distrito de Leiria terminou na cidade do Lis, num jantar-comício que contou com a participação de cerca de 150 apoiantes. Na sua intervenção, Edgar Silva caracterizou a sua candidatura como «indissociável de um colectivo que lhe dá sentido e lhe confere rumo e perspectiva de futuro», e não poupou críticas à candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa.
«A direita está rancorosa e quer fazer das eleições presidenciais um ajuste de contas», disse o candidato comunista, sublinhando que a dupla Passos e Portas quer garantir na Presidência alguém que se constitua como força de bloqueio e entrave às medidas mais progressistas que permitam derrotar as desastrosas políticas que foram impostas ao País. Por isso, as próximas eleições devem ser encaradas como uma ocasião particularmente exigente: «Está nas nossas mãos impedir que Marcelo Rebelo de Sousa, natural sucessor e fiel escudeiro de Cavaco Silva, vença as eleições», destacou.
«Na Presidência da República não basta ter alguém que aparente conhecer a Constituição, não basta ter alguém que jure defender a Constituição», disse, sublinhando a necessidade de que o Presidente esteja de facto profundamente comprometido com esta Constituição e com os valores de Abril.
A encerrar um comício emotivo, onde tomaram a palavra Alexandra Dengucho, mandatária distrital, Pedro Pereira, da juventude que apoia a candidatura, e Sérgio Silva, mandatário concelhio, Edgar Silva apelou ao contributo de todos no combate ao «mal da resignação», para que a 24 de Janeiro não se desperdice a oportunidade de ter um Presidente da República que defenda os valores de Abril. «Que ninguém falte na hora de votar! Por um voto se ganha, por um se perde. Está nas nossas mãos!», concluiu.