Não às portagens
O PCP reagiu, no dia 5, às notícias divulgadas nesses mesmo dia quanto à intenção da IP – Infraestruturas de Portugal de introduzir novas portagens na A3 e na A4. Numa nota emitida pelo seu Gabinete de Imprensa, a Direcção da Organização Regional do Porto do Partido garante que «irá de imediato pedir explicações ao Governo» e «tudo fará para combater mais esta injustiça resultante da desastrosa governação da coligação PSD/CDS».
Para o Partido, esta notícia revela uma vez mais a «opção da coligação PSD/CDS por uma política de “terra queimada”, em que quanto pior ficar o País melhor será para os seus objectivos». Na opinião do PCP, o que as necessidades de mobilidade e de desenvolvimento económico da região reclamam «não é a criação de mais entraves e obstáculos, mas sim a revogação dos obstáculos já existentes, designadamente as portagens nas ex-SCUT». Estas, garante, confirmaram-se como uma «injustiça e um entrave ao desenvolvimento da região».
Entretanto, na segunda-feira, 7, o PCP distribuiu em vários pontos da EN 125 (Via do Infante) um comunicado aos automobilistas reafirmando a exigência de, também ali, pôr fim às portagens e dando conta do projecto de lei contendo essa proposta que foi apresentado ontem pelo grupo parlamentar comunista. O PCP sempre se opôs às portagens nas antigas SCUT, e os quatro anos passados desde que elas foram introduzidas na EN 125 (por iniciativa do PS, PSD e CDS) confirmaram a justeza da posição do Partido, tão graves que foram e são as consequências para as populações e para as actividades económicas na região.
Para que as portagens sejam abolidas resta que «aqueles que ao longo do tempo foram criticando as portagens assumam uma atitude coerente e honesta»: assim, o PS terá que decidir se «mantém a sua posição de colagem ao PSD e CDS, de submissão aos interesses das concessionárias, ou se está chegada a hora de acabar com esta injustiça».