O organismo dos corticeiros de Santa Maria da Feira do PCP denunciou, no dia 23, os «lucros astronómicos da Corticeira Amorim» que, no primeiro trimestre do ano, amealhou 8,4 milhões de euros, o que representa um aumento de 41 por cento face ao mesmo período do ano passado. O PCP começa por sublinhar que estes «números escandalosos», não sendo novidade, evidenciam a injustiça e desigualdade na distribuição da riqueza no País e particularmente nas empresas do Grupo Amorim, pertencentes ao homem mais rico de Portugal. Ou seja, garante o Partido, «tudo isto não sucede por acaso», antes é «consequência directa da maior concentração da riqueza, da asfixia dos pequenos e médios empresários do sector, proporcionada também pela política de sucessivos governos e por anos e anos de exploração, baixos salários, trabalho precário e as aberrantes discriminações das mulheres corticeiras até há bem pouco tempo».