Breves
Greve no SEF

Com adesão superior a 87 por cento, a greve dos trabalhadores não policiais do Serviço de Estrangeiros e Fronteira, nos dias 13 e 14, «obrigou ao encerramento de todos os grandes postos de atendimento ao público (Lisboa, Porto e Coimbra) e praticamente à inactividade de todos os outros», informou o Sinsef. O sindicato publicou na sexta-feira, último dia de paralisação, um comunicado de imprensa, considerando que a greve teve «um êxito retumbante em termos de adesão», deixando «bem demonstrado o descontentamento quase unânime face às condições de trabalho» daqueles cerca de 630 funcionários, que representam quase metade do pessoal do SEF.
A principal reivindicação, salientou o sindicato, é a reactivação da carreira de Apoio à Fiscalização e Investigação, extinta em 2008.


Médicos acusam
Desinvestimento no SNS para apoiar privados – assim viu a Federação Nacional dos Médicos a acção do Governo desde 2011. Em conferência de imprensa, dia 12, a FNAM denunciou que «houve um desinvestimento progressivo nos serviços públicos de Saúde, ao mesmo tempo que se apoia cada vez mais o crescimento dos sectores privado e social». Numa breve nota publicada no seu sítio electrónico, a FNAM observa que «a diversidade dos títulos dos órgãos de comunicação que fizeram a cobertura da conferência de imprensa constitui um verdadeiro libelo acusatório contra o Governo na área da Saúde» e indica «alguns exemplos, entre dezenas»: FNAM acusa ministro da Saúde de ter desinvestido no SNS (RTP Informação); Médicos fazem balanço: mais novos emigram como nunca, mais velhos abandonam o SNS para trabalharem no privado (Expresso online); ADSE está a ser usada para viabilizar negócio de grupos privados, diz FNAM (Diário Digital); FNAM acusa Governo de falhar objectivo de dar um médico de família a cada português (Porto Canal); Médicos fogem para o privado e estrangeiro (Jornal de Notícias online); Mais de 3000 médicos saíram do Serviço Nacional de Saúde desde 2011 (Público).