Breves
Faro
Grávidas sem assistência

A Comissão Concelhia de Faro do PCP «lamenta e condena a suspensão da assistência às grávidas durante os meses de Agosto e Setembro no Hospital de Faro e sublinha que esta grave decisão – tal como outras que têm sido tomadas – vem ilustrar, mais uma vez, o processo de contínua degradação do Serviço Nacional de Saúde na região e no País, inserindo-se na estratégia de desmantelamento do SNS e de crescente privatização dos cuidados de saúde.

Em nota à comunicação social datada de 13 de Agosto, a organização do Partido denuncia, ainda, que «perante a insuficiência gritante dos cuidados primários, o crónico subfinanciamento hospitalar, a destruição das carreiras médicas e a fragilização dos quadros médicos pela precariedade de emprego e pela transferência de profissionais para a prática privada; perante a insuficiência de profissionais de saúde (mais de 800 segundo a ARS) para responder não só ao pico do Verão, mas a todos os meses do ano, o Governo, por via da administração hospitalar, ao mesmo tempo que tenta desvalorizar o problema, abre a porta ao recurso de empresas privadas (já confirmado pela ARS) alimentando assim um negócio que cresce à custa do erário público e da destruição do SNS».

A estrutura do PCP sublinha, igualmente, que o PCP e a população tinham razão quando se opuseram ao encerramento da maternidade pública em Portimão, isto porque recentemente a Obstetrícia do Hospital de Faro admitiu não ter capacidade de «assegurar com qualidade e segurança todas as actividades do serviço (blocos, ecografias e outras técnicas de diagnóstico, consultas e enfermaria).

O Partido qualifica como desumana a falta de assistência às grávidas e garante que através do deputado eleito nas listas do PCP-PEV e cabeça-de-lista da CDU às próximas legislativas de 4 de Outubro pelo círculo eleitoral do Algarve, Paulo Sá, «não só irá questionar o Governo na Assembleia da República sobre esta situação, como exige que sejam tomadas medidas urgentes de reforço do quadro clínico do Hospital de Faro para responder a este e a outros problemas».

 


Ramal da Lousã
Iniciativa do PCP chumbada na AR

O PSD e CDS votaram contra, e o PS e o BE abstiveram-se na apreciação de um projecto de resolução apresentado pelo PCP, no qual se propunha a extinção da Sociedade Metro Mondego e a devolução do seu património aos domínios ferroviário e municipal; a reposição dos carris; a modernização e electrificação da linha no Ramal da Lousã.

Somente os deputados eleitos nas listas do PCP-PEV votaram favoravelmente uma iniciativa que corresponde aos profundos anseios e à ampla exigência popular, facto que para a Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP encerra uma importante lição: todos os partidos, com excepção dos comunistas e ecologistas estão unidos «na defesa dos interesses instalados» e os seus deputados eleitos pelo distrito de Coimbra não defendem e defraudam as promessas feitas a quem os elegeu, lembra a DORC em nota de imprensa divulgada dia 12.