- Nº 2175 (2015/08/6)
JCP valoriza protestos dos estudantes

Governo prossegue ataque à Escola Pública

Nacional

A JCP adverte os estudantes para a necessidade de estar alerta, durante o período de Verão, para as medidas que o Governo possa tomar, à socapa, relativas ao próximo ano lectivo.

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Em nota de imprensa, a Coordenadora Nacional do Ensino Secundário da JCP começa por saudar todos os estudantes do Ensino Básico e Secundário que durante o ano lectivo se recusaram a baixar os braços perante os violentos ataques à Escola Pública.

«A realidade verificada durante o ano lectivo 2014/2015 revelou a natureza das opções políticas tomadas ao longo de 39 anos pelos governos do PS, PSD e CDS, tendo como consequência o atraso na colocação de professores, o aprofundar da falta de funcionários, obras paradas em inúmeras escolas, cantinas e bares privatizados, falta de aquecimento e ventilação nas salas de aula», denuncia a JCP. O último ano ficou marcado, lembra, «pelo aumento dos custos de frequência da educação, que condicionou o acesso de muitos estudantes aos manuais e materiais escolares, ao passe escolar, ao acesso a visitas de estudo». «Outros tiveram mesmo que abandonar os estudos, pelo facto de as suas famílias não terem condições económicas e financeiras para suportar tais custos», alertam os jovens comunistas.

Luta com vitórias

Mas o passado ano lectivo ficou também marcado pela luta dos estudantes em defesa da Escola Pública, que assumiu várias expressões: sucessivos apitões, abaixo-assinados e concentrações em torno de reivindicações e problemas concretos de cada escola, dos quais resultaram vitórias concretas, com professores e funcionários a serem contratados, obras retomadas, aquecimento nas salas de aula que foram instalados.

A JCP considera ainda que os Exames Nacionais são «uma barreira de acesso aos graus mais elevados de ensino», perspectiva comungada por cada vez mais alunos portugueses.

«Saudamos o foto-protesto realizado no terceiro período do ano lectivo, no qual os estudantes manifestaram o seu descontentamento face à crescente desvalorização da avaliação justa e contínua», afirmam os jovens comunistas, lamentando que, uma vez mais, milhares de estudantes tenham sido afastados do Ensino Superior pelos resultados nos Exames Nacionais e que outros não tenham conseguido prosseguir os estudos por causa dos custos de frequência do Ensino Superior.