Médicos apontam falta de recursos
Um inquérito, realizado pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, revela que 80 por cento dos médicos do SNS consideram que as reformas no sector público já afectaram a qualidade dos cuidados prestados e que não é possível realizar mais cortes financeiros sem comprometer a qualidade.
O estudo, divulgado dia 8, apurou que 60 por cento dos médicos dos centros de saúde se confrontam com faltas de material recorrentes, enquanto 40 por cento dos clínicos dos hospitais públicos afirmam terem tido falta de medicamentos para tratar adequadamente os doentes.
A falta de material é ainda a razão apontada por 30 por cento dos inquiridos para o adiamento de cirurgias ou não utilização de certas técnicas.
Uma maioria de 60 por cento confirma o aumento do abandono das terapêuticas por parte dos doentes nos últimos anos.