Vitória das populações
Convocada pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), no dia 30 de Março realizou-se uma concentração em defesa da Extensão de Saúde de Adémia, Coimbra, que o Governo queria encerrar, depois de retirar um médico. No protesto, a população, indignada, empunhava cartazes onde se podia ler «A Saúde é um direito, sem ela nada feito», «Indignados? Sim! Submissos, não!», «Não somos resignados, estamos indignados». Ouviram-se também palavras de ordem como «O posto médico é nosso, não pode encerrar!»
Nesta acção, os utentes, mais de 150, exigiram a presença no local de um representante da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, de forma a garantir que a Extensão de Saúde não encerraria. Como isso tardava em acontecer, cortaram, simbolicamente, a estrada de ligação à Figueira da Foz e ao IC2, durante cerca de meia hora, período suficiente para que chegasse da ARS a garantia, para já, de que a Extensão de Saúde seria garantida até ao dia 4 de Maio e que as soluções seriam encontradas em reunião a ter com o MUSP em data a marcar.
Desta forma terminou a concentração, depois de cantada a «Grândola Vila Morena», com a certeza de que a população voltará à rua as vezes necessárias para defender a sua Extensão de Saúde.
Em São Miguel do Rio Torto, Abrantes, os utentes viram ser asseguradas 16 horas semanais de prestação de consultas médicas, depois de terem recolhido 600 assinaturas, que foram entregues, no dia 17 de Março, na Sede do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, em Riachos. «Mais uma vez se prova que as comissões de utentes, em colaboração com outras entidades, informando, organizando e mobilizando as populações são indispensáveis na construção de uma sociedade mais justa e com mais qualidade de vida», refere, em comunicado, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes.