Políticas cegas não olham à Saúde
Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Observatório Europeu sobre Sistemas de Saúde mostra uma evidente degradação nas condições do Serviço Nacional de Saúde, em consequência dos sucessivos cortes na despesa pública.
O trabalho, realizado em 2013 e apresentado dia 16 em Coimbra, na sede da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, constata que a despesa em saúde por habitante em Portugal tem vindo a baixar desde 2010, estando 20 por cento abaixo da média europeia, segundo dados relativos a 2012.
A dotação do Serviço Nacional de Saúde foi reduzida em 13,5 por cento, entre 2010 e 2012, mas o corte eleva-se a 14,4 por cento se incluídas as «despesas adicionais» por parte da administração central que deixaram de ser realizadas em 2012.
O estudo, intitulado «O impacto da crise financeira no sistema de saúde e na saúde em Portugal», conclui que as medidas de «ajustamento» se centraram na redução de custos, racionalização do uso de recursos no sector e aumento de receitas, sem considerar «os potenciais efeitos da austeridade na saúde».